O Ibovespa avançava nesta quarta-feira, superando os 185 mil pontos na máxima, apoiado em melhora no apetite ao risco global, após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, de progressos nos esforços para negociar o fim da guerra com o Irã.
Por volta de 10h50, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 1,31%, a 184.891,67 pontos, tendo chegado a 185.814,99 no melhor momento. O volume financeiro somava R$3,1 bilhões.
"As manchetes do Oriente Médio continuam a direcionar os mercados, e há um esforço notável dos Estados Unidos - e de seu presidente, Donald Trump - para reduzir as tensões", afirmou a analista Ipek Ozkardeskaya, do Swissquote.
Na véspera, Trump disse que os EUA estavam progredindo nos esforços para negociar o fim da guerra, incluindo a conquista de uma importante concessão de Teerã. Também no radar estavam notícias de que Washington enviou ao Irã uma proposta de acordo.
O Irã, contudo, voltou a negar as negociações. "O nível de sua luta interna chegou ao ponto de você (Trump) negociar consigo mesmo?", disse Ebrahim Zolfaqari, principal porta-voz do comando militar conjunto do Irã, à TV estatal do país.
Para Ozkardeskaya, está claro que Trump quer que essa guerra termine. "Se ele conseguirá fazer isso acontecer ainda está por ser visto", acrescentou.
Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, avançava 0,59%.
No Brasil, agentes financeiros também repercutiam pesquisa mostrando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um possível segundo turno da disputa presidencial de outubro.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira, porém, apontou que o petista segue na liderança nos cenários de primeiro turno.
O governo brasileiro também editou nesta quarta-feira MP com R$15 bilhões em linhas de crédito sob gestão do BNDES para empresas exportadoras e relevantes para a balança comercial por "razões geopolíticas e de instabilidade internacional"
DESTAQUES
- VALE ON avançava 1,74%, beneficiada pelo viés mais positivo nos mercados, descolando da queda dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian caiu 1,83%.
- PETROBRAS PN recuava 0,66% e PETROBRAS ON caía 0,33%, acompanhando o recuo dos preços do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent cedia 4,87%, a US$99,40.
- ITAÚ UNIBANCO PN avançava 1,34%, com o setor beneficiado pela melhora no sentimento. BRADESCO PN ganhava 1,27%, BANCO DO BRASIL ON valorizava-se 2,11% e SANTANDER BRASIL UNIT subia 1,5%.
- EMBRAER ON subia 2,82%, também referendada pela melhora no humor global, em pregão marcado pela apresentação oficial do primeiro caça F-39E Gripen produzido no Brasil, em uma parceria da companhia brasileira com a sueca Saab.
- MAGAZINE LUIZA ON avançava 3,22%, favorecida pela queda nas taxas dos contratos de DI, além de anúncio de que seu conselho de administração aprovou R$42,8 milhões em dividendos intermediários.
- MRV&CO ON subia 3,79%, ainda sob efeito de anúncio de mudanças no programa Minha Casa Minha Vida, com aumento da renda máxima de famílias elegíveis ao programa e dos valores máximos de financiamento dos imóveis.
- VAMOS ON tinha elevação de 4,2%, favorecida pelo alívio nas taxas dos contratos de DI, que também endossava LOCALIZA ON, em alta de 2,93%.
- MERCADO LIVRE, que é listada em Nova York, subia 2,23% após anunciar investimento de R$57 bilhões para o Brasil em 2026. Entre os destinos dos recursos estão expansão logística e aumento da carteira de crédito do Mercado Pago.