IBC-Br sobe 0,30% em agosto e fica em linha com expectativas do mercado

16 out 2026 - 11h14
Resumo
Considerado a prévia do PIB, o IBC-Br subiu 0,30% em agosto na comparação com julho, em linha com as expectativas do mercado e após uma queda revisada de 0,4% no mês anterior. O avanço mensal foi puxado pela indústria, que cresceu 0,9%, e pelos serviços, com alta de 0,2%, enquanto a agropecuária recuou 1,8%. Em 12 meses, o índice do Banco Central acumula expansão de 1,6%. Já na comparação trimestral, a atividade econômica encolheu 0,6% frente ao período encerrado em maio.
IBC-Br. Foto: Pixabay
IBC-Br. Foto: Pixabay
Foto: Suno

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), teve variação positiva de 0,30% em agosto frente a julho. A informação foi divulgada pelo Banco Central nesta sexta-feira (16).

O número, já com ajuste sazonal, correspondeu exatamente à mediana das estimativas de economistas consultados pela Reuters.

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Em julho, por sua vez, a "prévia do PIB" havia caído. A autarquia revisou o dado do mês, que passou de uma retração de 0,2%, informada anteriormente, para uma queda de 0,4%.

Olhando para os últimos 12 meses, o IBC-Br acumula expansão de 1,6%, patamar semelhante ao observado no acumulado dos oito primeiros meses de 2026. Já frente a agosto de 2025, o crescimento foi de 1,2%.

Como os setores se comportaram no IBC-Br de agosto

Entre os componentes do índice, a agropecuária foi o destaque negativo de agosto, com recuo de 1,8% na comparação mensal. A indústria, por outro lado, cresceu 0,9%, enquanto os serviços tiveram alta de 0,2%. Os impostos sobre produtos subiram 0,1% no mês. Desconsiderando o setor agropecuário, o indicador teria avançado 0,3%.

O cenário se inverte quando a base de comparação passa a ser agosto de 2025. Nessa leitura anual, a agropecuária lidera as altas setoriais, com expansão de 5,8%, seguida pelos serviços, que subiram 1,3%. A indústria cresceu 0,4% e os impostos avançaram 0,3%. Sem a agropecuária, o IBC-Br teria subido 0,9% no acumulado de 12 meses.

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Na comparação entre trimestres, o período encerrado em agosto mostrou retração de 0,6% frente ao trimestre finalizado em maio.

Classificado como um termômetro da atividade econômica, o IBC-Br é composto por dados da indústria, dos serviços, da agropecuária e dos impostos sobre produtos. Por sua divulgação mensal, o indicador funciona como um antecedente do PIB, que o IBGE calcula trimestralmente.

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