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Hedgepoint estima safra de soja 26/27 em 181,7 mi t, quase estável ante 25/26

19 ago 2026 - 14h55
(atualizado às 18h11)

A nova safra de ‌soja do Brasil 2026/27, com plantio começando em meados de setembro, foi estimada em recorde de 181,7 milhões de toneladas, praticamente estável na comparação com o ciclo anterior (181,5 milhões de toneladas), com um crescimento mais lento na área plantada, de acordo ⁠com projeção da Hedgepoint Global Markets divulgada nesta quarta-feira a ‌jornalistas.

Em sua primeira projeção para a nova temporada, a consultoria e empresa de serviços financeiros considera que a área ‌colhida deverá somar 49,2 milhões de hectares, ‌ante 48,8 milhões no ciclo passado.

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Para o coordenador de ⁠Inteligência de Mercado da Hedgepoint, Luiz Fernando Roque, o crescimento de área deverá reduzir ritmo em relação aos últimos anos devido a margens mais apertadas do setor produtivo, enquanto parte do segmento lida com problemas financeiros, o que é espelhado ‌nos pedidos recordes de recuperação judicial no país.

"Os produtores estão sentindo ‌no bolso", disse Roque.

"Não ⁠vai diminuir ⁠área, mas ela avançará um pouco menos que em anos anteriores", acrescentou.

O ⁠número de safra da Hedgepoint ‌não considera eventuais perdas ‌produtivas, mesmo em um cenário de El Niño, que pode trazer um tempo mais seco ao centro-norte do Brasil.

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Roque observou que a projeção de safra da empresa está ⁠mais baixa do que apontou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que projeta 186 milhões de toneladas, porque a agência norte-americana considera um aumento de 1,5 milhão de hectares na área plantada.

Para o ‌especialista, falar em crescimento de 1,5 milhão de hectares é algo "otimista", ainda que os preços na bolsa de Chicago tenham tido ⁠recuperação baseada na forte demanda para a produção de biocombustíveis e recentes compras da China da oleaginosa norte-americana.

A Hedgepoint considera um recuo na produtividade média para 3,69 toneladas por hectare em 2026/27, contra 3,72 toneladas/ha na temporada 2025/26.

O analista comentou que os mapas meteorológicos apontam chuvas favoráveis em setembro e outubro, os dois primeiros meses de plantio.

"Então não devemos ter, a princípio, problemas de plantio", afirmou.

Roque disse também que o mercado deverá acompanhar como vão se comportar as chuvas mais adiante, lembrando que em 2023/24 o El Niño "derrubou a safra".

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