Governo poderá oferecer crédito a empresas afetadas pelo fim da escala 6x1, diz Durigan

16 out 2026 - 16h58
(atualizado às 17h23)
Resumo
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo pode criar uma linha de crédito para apoiar empresas afetadas pelo fim da escala de trabalho 6x1, aprovado pelo Senado. Segundo ele, o objetivo é incentivar a produtividade e a inovação nessa transição. Durigan também defendeu o ajuste gradual das contas públicas, criticou o patamar dos juros e classificou como inviável e enganosa a proposta da oposição de cortar 1,5% do PIB no curto prazo, alertando para prejuízos a programas sociais.

O governo federal pode ‌preparar uma linha de crédito voltada a empresas eventualmente afetadas pelo fim da escala de trabalho 6x1, com o objetivo de fomentar capacitação, inovação e produtividade no país, disse nesta sexta-feira o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Em ⁠entrevista à TV Band, Durigan reconheceu que a nova regra ‌trabalhista gera ônus para alguns empresários, mas classificou como algo "minoritário", ressaltando que cerca de 70% dos trabalhadores ‌já atuam hoje na escala de ‌trabalho 5x2.

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"Os empresários têm que ter apoio do ⁠governo para participar desse novo tempo, que é uma mudança civilizacional", disse Durigan na entrevista, falando como coordenador do plano econômico da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O Senado aprovou na quarta-feira Proposta ‌de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a jornada de ‌trabalho conhecida como 6x1, ⁠medida popular ⁠defendida pelo presidente Lula, mas alvo de críticas por setores empresariais.

Em ⁠declarações anteriores neste ano, ‌Durigan vinha se posicionando ‌contra medidas compensatórias a companhias afetadas pela nova regra e chegou a afirmar que não caberia ao governo indenizar empresários, mas sim prever um prazo ⁠de transição.

Na entrevista, o ministro também afirmou que a taxa de juros segue sendo um problema no país e defendeu que o governo mantenha o trabalho de ajuste das contas públicas, ‌com obtenção de superávits primários cada vez maiores, mas sem "cavalo de pau".

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Em relação ao ajuste fiscal de 1,5% do ⁠Produto Interno Bruto (PIB) previsto pela campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL) para adoção em prazo curto, Durigan afirmou que a ideia não é crível. Para ele, um ajuste dessa magnitude não poderia ser feito sem passar por cortes em políticas públicas, como os ganhos reais do salário mínimo e outras ações sociais.

"Ele precisa dizer para quem está mentindo, ou é para o mercado ou é para as pessoas que são beneficiárias desses programas... É totalmente inviável, totalmente mentiroso", afirmou.

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