O governo federal ampliou o programa Move Brasil - Táxi e Aplicativos, elevando o teto de financiamento de R$ 150 mil para R$ 200 mil e incluindo mais modelos híbridos. A mudança busca acelerar a adesão à linha de crédito, que utilizou apenas 7,3% dos R$ 30 bilhões disponíveis, e expande o alcance da medida para 88% do mercado automotivo. As contratações de crédito seguem abertas até 15 de setembro, incentivando a sustentabilidade e a eficiência energética no setor.
BRASÍLIA - O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) publicou, nesta quinta-feira, 20, uma portaria conjunta com o Ministério da Fazenda para ampliar o alcance do programa Move Brasil - Táxi e Aplicativos. Com as novas regras, mais carros ficam elegíveis para a linha de crédito, e o teto de financiamento sai de R$ 150 mil para R$ 200 mil.
O programa, que figura entre as vitrines eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi lançado em 19 de junho e as operações de crédito podem ser contratadas até 15 de setembro, quando acaba a vigência da medida provisória (MP) do Move Motoristas.
"A elevação do teto amplia o alcance potencial do critério econômico de cerca de 63% para 88% do mercado brasileiro de vendas automotivas, segundo dados de emplacamentos da Fenabrave (2025) - oferecendo mais opções aos beneficiários do programa, inclusive para categorias de maior padrão de conforto", escreveu a Pasta em nota.
A nova portaria, publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) inclui, entre os veículos elegíveis, os híbridos com diferentes combinações de fontes de energia, integrando motor elétrico e motor à combustão que utilize álcool, gasolina ou ambos.
O programa vinha patinando: até 30 de julho, segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a linha de crédito havia atingido R$ 2,2 bilhões, ou seja, 7,3% dos R$ 30 bilhões disponíveis no âmbito do Move Motoristas.
A inclusão de outros veículos híbridos amplia a oferta, mantendo os critérios de sustentabilidade e eficiência energética, segundo o governo. Dados do Programa Brasileiro e Etiquetagem Veicular (PBEV 2026) indicam redução média próxima de 24% no consumo energético, comparado a versões convencionais equivalentes.