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Financiamento para carros: portaria amplia o programa Move Brasil - Táxi e Aplicativos; entenda

Com as novas regras, mais veículos ficam elegíveis para a linha de crédito, e o teto de financiamento sai de R$ 150 mil para R$ 200 mil; programa figura entre as vitrines eleitorais de Lula

20 ago 2026 - 14h50
(atualizado às 14h56)
Resumo
O governo federal ampliou o programa Move Brasil - Táxi e Aplicativos, elevando o teto de financiamento de R$ 150 mil para R$ 200 mil e incluindo mais modelos híbridos. A mudança busca acelerar a adesão à linha de crédito, que utilizou apenas 7,3% dos R$ 30 bilhões disponíveis, e expande o alcance da medida para 88% do mercado automotivo. As contratações de crédito seguem abertas até 15 de setembro, incentivando a sustentabilidade e a eficiência energética no setor.

BRASÍLIA - O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) publicou, nesta quinta-feira, 20, uma portaria conjunta com o Ministério da Fazenda para ampliar o alcance do programa Move Brasil - Táxi e Aplicativos. Com as novas regras, mais carros ficam elegíveis para a linha de crédito, e o teto de financiamento sai de R$ 150 mil para R$ 200 mil.

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O programa, que figura entre as vitrines eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi lançado em 19 de junho e as operações de crédito podem ser contratadas até 15 de setembro, quando acaba a vigência da medida provisória (MP) do Move Motoristas.

Portaria traz mais opções, para ampliar o número de motoristas atendidos pelo programa
Portaria traz mais opções, para ampliar o número de motoristas atendidos pelo programa
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

"A elevação do teto amplia o alcance potencial do critério econômico de cerca de 63% para 88% do mercado brasileiro de vendas automotivas, segundo dados de emplacamentos da Fenabrave (2025) - oferecendo mais opções aos beneficiários do programa, inclusive para categorias de maior padrão de conforto", escreveu a Pasta em nota.

A nova portaria, publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) inclui, entre os veículos elegíveis, os híbridos com diferentes combinações de fontes de energia, integrando motor elétrico e motor à combustão que utilize álcool, gasolina ou ambos.

O programa vinha patinando: até 30 de julho, segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a linha de crédito havia atingido R$ 2,2 bilhões, ou seja, 7,3% dos R$ 30 bilhões disponíveis no âmbito do Move Motoristas.

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A inclusão de outros veículos híbridos amplia a oferta, mantendo os critérios de sustentabilidade e eficiência energética, segundo o governo. Dados do Programa Brasileiro e Etiquetagem Veicular (PBEV 2026) indicam redução média próxima de 24% no consumo energético, comparado a versões convencionais equivalentes.

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