Exportações da China disparam no início de 2026 após ano recorde

10 mar 2026 - 07h35

A China entrou em ‌2026 com as exportações bem acima das expectativas, impulsionadas pela demanda de produtos eletrônicos, colocando a economia a caminho de superar o superávit comercial recorde de US$1,2 trilhão do ano passado - exceto por um choque de energia ⁠e transporte decorrente da guerra no Irã.

As remessas da segunda ‌maior economia do mundo cresceram 21,8% em dólares no período de janeiro a fevereiro, muito acima do aumento ‌de 6,6% registrado em dezembro e ‌superando a previsão em pesquisa da Reuters de ⁠alta de 7,1%.

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"A força das exportações de circuitos integrados e tecnologia é bem esperada, em linha com o boom de investimentos em inteligência artificial", disse Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit.

"O crescimento das exportações de roupas, ‌têxteis e bolsas foi surpreendente, dado seu desempenho fraco em ‌2025 em meio ⁠aos desafios ⁠do Sudeste Asiático e do Sul da Ásia", acrescentou.

O ímpeto das exportações ⁠da China pode acelerar ‌ainda mais no curto ‌prazo, disse Xu, com os dados de março provavelmente mostrando que as fábricas estão apressando os embarques para os Estados Unidos para explorar a suspensão das ⁠tarifas pela Suprema Corte e as empresas chinesas voltando a atuar em setores de baixo valor agregado, como o de têxteis.

Economistas dizem que ainda é muito cedo para saber se os ataques ‌dos EUA e de Israel contra o Irã - e o fechamento do Estreito de Ormuz, um ponto de estrangulamento ⁠para um quinto do petróleo global - prejudicarão os fabricantes nos próximos meses.

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A China estocou as principais commodities necessárias para seus fabricantes, incluindo minério de ferro e petróleo bruto, nos dois primeiros meses do ano.

O superávit comercial da China nos dois primeiros meses do ano foi de US$213,6 bilhões, segundo os dados, superando em muito os US$169,21 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. Economistas previam uma leitura de US$ 179,6 bilhões na pesquisa.

As importações da China aumentaram 19,8% em janeiro-fevereiro, bem acima do ganho de 5,7% em dezembro.

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