Eventual proteção a fundos de pensão pelo FGC pode distorcer mecanismo, diz Galípolo

25 mai 2026 - 12h45

O ‌presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse nesta segunda-feira ter receio de que uma eventual inclusão de fundos ⁠de pensão no rol ‌de atores protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ‌possa gerar uma ‌distorção do mecanismo.

Em entrevista ⁠coletiva para comentar relatório sobre estabilidade financeira, Galípolo afirmou que fundos de pensão são geridos por investidores profissionais, ‌o que foge do ‌foco do ⁠seguro ⁠oferecido pelo FGC.

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Os comentários se referem ⁠a ‌proposta apresentada ‌pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) que estabelece proteção do FGC a aportes feitos por ⁠fundos de pensão de Estados e municípios no liquidado Banco Master, com efeito retroativo.

Em ‌outra frente, o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de ⁠Aquino, afirmou que a autarquia planeja para os próximos meses estender para fundos de investimento regras de contabilização adotadas hoje para bancos. O objetivo é ampliar a transparência na identificação dos investidores finais dos fundos.

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