O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse nesta segunda-feira ter receio de que uma eventual inclusão de fundos de pensão no rol de atores protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) possa gerar uma distorção do mecanismo.
Em entrevista coletiva para comentar relatório sobre estabilidade financeira, Galípolo afirmou que fundos de pensão são geridos por investidores profissionais, o que foge do foco do seguro oferecido pelo FGC.
Os comentários se referem a proposta apresentada pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) que estabelece proteção do FGC a aportes feitos por fundos de pensão de Estados e municípios no liquidado Banco Master, com efeito retroativo.
Em outra frente, o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, afirmou que a autarquia planeja para os próximos meses estender para fundos de investimento regras de contabilização adotadas hoje para bancos. O objetivo é ampliar a transparência na identificação dos investidores finais dos fundos.