O presidente-executivo do BTG Pactual, Roberto Sallouti, afirmou nesta segunda-feira que um dos maiores desafios para o Brasil atualmente é o nível da taxa Selic.
"Um dos maiores gargalos da indústria brasileira é o custo de capital; não spread nem a oferta de crédito. Nosso maior desafio é a taxa Selic", afirmou o executivo ao participar de evento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), na capital fluminense.
Sallouti destacou que o próximo governo precisa discutir se o país quer continuar com juros tão altos e que isso passa por uma análise dos gastos públicos.
O ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, engrossou o coro do setor privado e também apontou a Selic como o principal obstáculo para o investimento produtivo no país.
As críticas do ministro também miraram o modelo adotado pelo Banco Central para definição dos juros, atualmente em 14,5% ao ano.
"(O modelo é pessimista) porque ele enxerga risco onde não existe e talvez olhe o futuro pelo retrovisor, olhando paro passado", disse Rosa a jornalistas.
O boletim Focus do BC divulgado nessa segunda feira aponta que a Selic deve fechar o ano em 13,25%.