EUA divulgam produtos que podem ter tarifas reduzidas em acordo com a China

A lista inclui 77 categorias de produtos chineses e mais de 1.600 americanos, mas ainda não há definição sobre alíquotas ou prazo para as reduções

28 set 2026 - 08h44
Resumo
EUA e China divulgaram listas de produtos que podem ter tarifas reduzidas em um acordo comercial de US$ 30 bilhões após trégua tarifária. Washington avalia cortar tarifas sobre 77 categorias chinesas, enquanto Pequim pode reduzir tributos sobre mais de 1.600 itens americanos, incluindo carnes, grãos e carvão. Contudo, prazos e novas alíquotas ainda não foram definidos, nenhuma alteração entrou em vigor e as negociações sobre temas centrais, como terras raras, continuam em andamento.
Trump recebeu Xi Jinping na Casa Branca
Trump recebeu Xi Jinping na Casa Branca
Foto: Divulgação/The White House

A Casa Branca divulgou neste domingo, 28, uma lista de produtos que podem ter redução de tarifas no âmbito de um acordo comercial de US$ 30 bilhões entre Estados Unidos e China. O governo americano, porém, não informou as alíquotas nem quando as mudanças entrariam em vigor.

Washington e Pequim estabeleceram em outubro de 2025 uma trégua comercial após uma escalada de tarifas iniciada pelo presidente Donald Trump e respondida pela China com medidas semelhantes. A suspensão das tarifas foi prorrogada até 10 de janeiro.

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Segundo o documento divulgado pela Casa Branca, os dois países vão "examinar" as listas de produtos, calculadas com base nos fluxos comerciais de 2024, para avaliar reduções recíprocas "de acordo com suas leis e procedimentos internos".

Na prática, nenhuma tarifa foi alterada até agora.

Os Estados Unidos podem reduzir as tarifas sobre 77 categorias de produtos chineses, incluindo fogos de artifício, pequenos eletrodomésticos, enfeites de Natal, cadeirinhas infantis para carros, brinquedos sem conexão à internet e bolas esportivas.

A China, por sua vez, pode reduzir tarifas sobre mais de 1.600 categorias de produtos americanos. A lista inclui carnes bovina, suína e de aves, frutos do mar, laticínios, trigo, milho, carvão, uísque, cosméticos, madeira e equipamentos médicos.

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A Casa Branca anunciou na madrugada de sábado um consenso sobre "recomendações" para conceder tratamento tarifário mais favorável a esses produtos "não sensíveis", após a visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington.

Pequim confirmou no sábado um "acordo" para a redução recíproca de tarifas e afirmou que os dois líderes pediram a implementação das medidas.

Os Estados Unidos também informaram que a China se comprometeu a importar pelo menos 10 milhões de toneladas de carvão americano por ano em 2027 e 2028. A informação, porém, não consta no comunicado divulgado pelo governo chinês.

As negociações sobre terras raras, que estão no centro da disputa comercial entre os dois países, continuam, segundo a Casa Branca.

"Queremos ter um conjunto de produtos que possamos negociar com os chineses em condições mais favoráveis", disse na sexta-feira à CNBC o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer./com AFP

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