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Trump ofereceu vender armas à China em meio a tensão com Taiwan, diz embaixador dos EUA

Embaixador americano afirma que presidente fez a proposta a Xi durante visita do líder chinês aos EUA na semana passada

28 set 2026 - 08h37
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Resumo
Em meio às tensões por Taiwan, Donald Trump chegou a oferecer a venda de armas americanas à China durante conversas com Xi Jinping, segundo o embaixador dos EUA, David Perdue. A proposta ocorreu diante das queixas de Pequim sobre o fornecimento bélico a Taipé, área em que Trump bateu recordes de vendas desde 1979. Embora Washington mantenha o apoio à defesa da ilha autônoma, a abordagem gerou receios de que a segurança de Taiwan seja utilizada como moeda de troca nas negociações bilaterais.
Xi Jinping e Donald Trump se encontraram na semana passada
Xi Jinping e Donald Trump se encontraram na semana passada
Foto: Win McNamee/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a oferecer à China a compra de armas americanas em meio às preocupações de Pequim com o fornecimento de armamentos a Taiwan, afirmou o embaixador dos EUA na China, David Perdue, em entrevista à Fox News exibida no domingo, 27.

A China considera Taiwan parte de seu território, enquanto os Estados Unidos mantêm uma política de fornecimento de armas à ilha, que é governada de forma autônoma. A questão é um dos principais pontos de tensão nas relações entre Washington e Pequim.

A legislação americana determina que os Estados Unidos forneçam armas a Taiwan para sua defesa. A ilha tem presidente e Parlamento eleitos democraticamente.

Segundo Perdue, o assunto voltou a ser discutido durante a visita do presidente chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos na semana passada.

"O presidente Trump continua dizendo: 'Bem, vendemos armas para outras pessoas em todo o mundo'. Em determinado momento, ele chegou a perguntar ao presidente Xi se queria comprar algumas", disse o embaixador.

"Há conversas contínuas sobre outras vendas. Trump e o presidente Xi falam sobre isso sempre que se encontram", acrescentou Perdue, ressaltando que a posição americana sobre Taiwan não mudou.

Em junho, a China advertiu Taiwan de que uma eventual tentativa de independência "apoiando-se nos Estados Unidos ou por meios militares" seria um "beco sem saída".

Em dezembro, Washington havia aprovado uma venda de armas a Taiwan no valor de US$ 11,1 bilhões. Segundo Perdue, o acordo mostrou que o governo Trump vendeu "mais armas a Taiwan do que qualquer outro presidente desde 1979".

Durante sua visita a Washington, Xi voltou a pedir que Trump tenha "prudência" em relação a Taiwan. O presidente chinês também instou os Estados Unidos a se oporem explicitamente à independência da ilha.

Em maio, Trump havia sugerido que um futuro pacote de armas para Taiwan poderia ser usado como moeda de negociação com a China. A declaração provocou preocupações sobre a possibilidade de a segurança da ilha ser envolvida nas negociações entre Washington e Pequim./com AFP

Estadão
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