O Boletim Focus elevou a projeção do IPCA deste ano para 4,99%, encostando no teto da meta oficial de 4,5%, impulsionado pela alta da energia e dos alimentos. Para os anos seguintes, a inflação prevista é de 4,31% e 3,80%. Já as estimativas de crescimento do PIB recuaram para 1,86% e 1,41%. No cenário monetário, o mercado manteve as expectativas e projeta a taxa Selic encerrando o ano em 13,50%, prevendo um corte inicial de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Banco Central em novembro.
Analistas consultados pelo Banco Central voltaram a elevar sua projeção para a inflação este ano, praticamente no teto da meta, ao mesmo tempo em que deixaram inalterado o cenário para a política monetária.
O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2026 subiu a 4,99%, de 4,92% na semana anterior.
O IBGE informou na semana passada que o IPCA-15 subiu mais do que o esperado em setembro, 0,70%, sob pressão da energia elétrica e com os preços de alimentos voltando a avançar. Em 12 meses, o índice teve alta de 4,47%.
O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
Para 2027, a projeção para o IPCA avançou 0,01 ponto percentual, a 4,31%, e para 2028 permaneceu em 3,80%.
A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que a taxa básica de juros Selic, atualmente em 13,75%, deve encerrar este ano a 13,50% e o próximo a 12,00%, sem alterações. Os especialistas veem um corte de 0,25 ponto percentual na reunião de novembro do BC.
Para o Produto Interno Bruto (PIB), as estimativas de crescimento em 2026 e 2027 caíram a 1,86% e 1,41% respectivamente, de 1,88% e 1,43% no levantamento anterior.