Dólar segue em alta ante o real com Irã confrontando EUA e Israel

24 mar 2026 - 09h23
(atualizado às 10h29)

O andamento ‌da guerra no Oriente Médio, com o Irã lançando mísseis contra Israel e negando estar em negociações com os EUA, mantinha o dólar em alta ante as divisas de países emergentes, incluindo o real, nesta manhã de terça-feira.

Notas de dólar
28/04/2017
REUTERS/Dado Ruvic/Foto ilustrativa
Notas de dólar 28/04/2017 REUTERS/Dado Ruvic/Foto ilustrativa
Foto: Reuters

Investidores no Brasil também digerem a divulgação da ata do ⁠último encontro de política monetária do Banco Central, em busca de pistas ‌sobre o que a instituição fará com a taxa básica Selic nos próximos meses.

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Às 10h15, o dólar à vista subia 0,45%, aos R$5,2656 ‌na venda.

Na B3, o contrato de dólar ‌futuro para abril -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- tinha ⁠elevação de 0,49%, aos R$5,2720.

Na segunda-feira, o dólar à vista fechou o dia em baixa de 1,33%, aos R$5,2418, após o presidente dos EUA, Donald Trump, citar conversas com o Irã e adiar por cinco dias ataques a usinas do país.

Nesta manhã de terça-feira, porém, o cenário ‌era diverso, com o Irã lançando mísseis contra Israel e voltando a ‌negar qualquer negociação com ⁠os norte-americanos.

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Em reação, ⁠o petróleo tipo Brent voltou a superar os US$100 o barril, reforçando os receios ⁠sobre os impactos inflacionários nos países, ‌e os rendimentos dos ‌Treasuries subiam diante da perspectiva de juros potencialmente mais altos.

O dólar também sustentava ganhos ante a maior parte das demais divisas, incluindo moedas de países emergentes como o real, o peso mexicano e ⁠o peso chileno.

No Brasil, os agentes se debruçavam ainda sobre a ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que na semana passada cortou a Selic em 25 pontos-base, para 14,75% ao ano.

No documento, o BC afirmou ‌que "a magnitude e a duração do ciclo de calibração (da Selic) serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas ⁠às suas análises".

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Entre analistas do mercado e investidores, a ata manteve a divisão sobre o que o BC anunciará no fim de abril: nova redução de 25 pontos-base da Selic, aceleração do corte para 50 pontos-base ou mesmo manutenção da taxa, a depender da guerra no Oriente Médio.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos -- cuja taxa hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% -- vinha sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, o que conduziu as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real nos últimos meses. A guerra, porém, tem sido um fator de alta para a moeda norte-americana.

(Edição de Isabel Versiani)

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