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Dimon, do JPMorgan, afirma que cronograma de sucessão do CEO permanece inalterado após reestruturação

14 jul 2026 - 14h25

Jamie Dimon, do JPMorgan , afirmou nesta terça-feira que o cronograma ‌para sua saída do cargo de presidente-executivo permanece inalterado, em resposta à pergunta de um analista sobre o plano de sucessão do banco após uma recente reestruturação executiva.

O plano do banco para nomear o sucessor de Dimon tem estado no centro das atenções depois de ter nomeado os executivos Doug Petno e Troy Rohrbaugh como copresidentes ⁠no mês passado e anunciado a aposentadoria da executiva sênior Marianne Lake, que era amplamente ‌considerada uma das principais candidatas ao cargo de presidente-executivo.

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"O cronograma (para a sucessão) é essencialmente o mesmo, obviamente dependendo totalmente do conselho", disse Dimon aos analistas em uma ‌teleconferência após a divulgação dos resultados. "O conselho decidiu prosseguir ‌com a nomeação de dois copresidentes, o que os preparará para fazer muito ⁠mais pela empresa."

A Reuters noticiou no mês passado que Dimon planejava permanecer como presidente-executivo por pelo menos mais três anos.

Os analistas viram as promoções de Petno e Rohrbaugh como um passo para esclarecer o plano de sucessão do JPMorgan, reduzindo a lista de executivos considerados potenciais sucessores de Dimon após mais de duas décadas como presidente-executivo.

"Quando ‌ela (Lake) soube do plano, decidiu que preferia se aposentar a ficar aqui. É isso, nenhum ‌mistério", disse Dimon.

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LISTA DE DESEJOS

Ao ⁠ser questionado sobre as ⁠qualidades que prefere ver em seu sucessor, Dimon elaborou uma longa lista: "Você quer que seja bom ⁠com pessoas. Você quer que seja analítico. ‌Você quer que seja detalhista. ‌Você quer que seja um transmissor da cultura. Você quer que tenha coração. Você quer que tenha garra."

"Você quer ter alma. Você quer ter ética de trabalho. Você quer poder viajar. Você quer poder entrar em centros operacionais e lidar ⁠com CEOs e primeiros-ministros, é tudo isso."

Na mais recente reestruturação da diretoria, Rohrbaugh assumiu o cargo de presidente-executivo da área de serviços bancários para consumidores e comunidades, substituindo Lake. Anteriormente, ele era co-CEO, juntamente com Petno, da unidade de serviços bancários comerciais e de investimento, que agora será ‌liderada exclusivamente por Petno.

"Acho muito importante que as pessoas tenham experiência em toda a empresa", disse Dimon, em resposta ao comentário do analista da Wells Fargo, Mike Mayo, ⁠sobre Rohrbaugh ter passado grande parte de sua carreira como operador de mercado antes de assumir o novo cargo.

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Ele acrescentou que, quando um grande banco é assumido por alguém que vem exclusivamente do banco de investimentos, o restante da instituição pode sofrer.

Internamente, Rohrbaugh é visto como o líder da equipe, segundo informações da Reuters, que cita fontes.

O JPMorgan concedeu a Petno e Rohrbaugh bônus de retenção de US$30 milhões cada, enquanto a diretora de operações Jennifer Piepszak e a presidente-executivo de gestão de ativos e patrimônio Mary Erdoes receberão US$20 milhões cada.

As declarações de Dimon vieram após um trimestre excepcional para o JPMorgan, que registrou lucro trimestral recorde, impulsionado pelo aumento das taxas de banco de investimento e da negociação de ações. As ações subiram 2% no final da manhã.

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