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China: PIB cresce 4,3% no 2TRI2026, o menor índice dos últimos três anos

Crise plurianual no setor imobiliário e queda nos gastos internos afetaram o cenário. O índice foi puxado para cima devido ao setor de exportação, influenciado pela popularização da IA e pelo setor automotivo

15 jul 2026 - 01h17
(atualizado às 02h30)

A economia chinesa cresceu 4,3% no segundo trimestre de 2026, informou o Departamento Nacional de Estatísticas (DNE) do país nesta quarta-feira, 15. O aumento é percebido se é considerado o mesmo período do ano anterior, isto é, os meses de abril a junho.

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O porcentual, o menor dos últimos três anos, ficou abaixo da meta anual de Pequim.

O setor de exportações, impulsionado pela ascensão da inteligência artificial e do setor automotivo, compensaram, no entanto, os efeitos do conflito no Oriente Médio.

Uma crise plurianual no setor imobiliário e uma queda nos gastos internos obrigaram os líderes do gigante asiático a depender das exportações para atingir as metas de crescimento.

No entanto, a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã colocou os objetivos em risco, ao bloquear o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz. Mas "a economia resistiu à pressão e se manteve dentro de uma faixa razoável", escreveu o DNE em comunicado.

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"A produção e a oferta cresceram rapidamente. A situação do emprego permaneceu geralmente estável. Os preços subiram moderadamente. O comércio exterior cresceu em bom ritmo. Novos motores de crescimento se expandiram rapidamente", acrescentou.

Dados oficiais também mostraram que as vendas no varejo subiram 1,0% em junho em comparação com o mesmo período do ano anterior, superando a previsão da Bloomberg, que previa uma queda de 0,1%.

Segundo dados divulgados previamente na terça, as exportações cresceram 27% em junho, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O número superou as expectativas, graças à popularização global da IA, que ajudou a impulsionar a demanda por chips e equipamentos de informática fabricados na China. /AFP

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