Lideranças representantes dos caminhoneiros de várias regiões do Brasil estão articulando uma paralisação nacional para os próximos dias. A informação foi confirmada pelo presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão.
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A mobilização, que ganhou força após assembleia realizada nesta segunda-feira, 16, é motivada pela sucessiva alta no preço do diesel, intensificada pelo conflito no Oriente Médio. “Pode acontecer até o fim de semana”, afirmou Chorão ao Broadcast.
O governo federal tentou conter o reajuste dos combustíveis com uma série de medidas anunciadas na última quinta-feira, 12. Entre eles, que não cobraria impostos (PIS e Cofins). Durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que a principal preocupação da pasta reside no preço do diesel.
“A maior pressão vem do diesel, e não da gasolina. É com o diesel que estamos mais preocupados, pelo fato de afetar as cadeias produtivas de forma mais enfática. Escoamento da safra é feito por caminhões a diesel, o plantio é feito com maquinário que usa diesel”, explicou Haddad.
No entanto, o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) informou nesta terça-feira, 17, que não irá reduzirá o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte e Comunicação (ICMS) sobre combustíveis. Segundo eles, isso prejudicaria o financiamento de políticas públicas e alegou que os cortes no imposto "não costumam ser repassadas ao consumidor final".
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, anunciou que a Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar possíveis preços abusivos nos postos. Paralelamente, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) mobilizou os Procons de todos os estados para intensificar a fiscalização dos valores aplicados.