BTG Pactual eleva Petrobras para compra; vê estatal em posição única para capturar alta do petróleo

16 mar 2026 - 10h13

Analistas do BTG Pactual elevaram a ‌recomendação das ações da Petrobras para compra ante neutra, bem como o preço-alvo dos papéis para R$56 ante R$40, destacando que a petrolífera está em uma posição única para se beneficiar dos ⁠preços mais altos do petróleo.

"A Petrobras continua oferecendo um 'valor ‌de escassez', por ser uma das poucas empresas integradas de energia de mercados emergentes atraentes ‌e uma das poucas estatais ‌brasileiras listadas no mercado", citaram Rodrigo Almeida ⁠e Gustavo Cunha, em relatório com data de domingo.

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Outro motivo para o "upgrade", de acordo com os analistas, é que a companhia apresenta um perfil de produção robusto e de baixo custo, o que ‌a coloca em uma posição muito competitiva em ‌relação aos seus ⁠pares globais.

O ⁠terceiro motivo elencado pela equipe do BTG para a decisão, ⁠e destacado como o ‌mais importante, é ‌a previsão dos analistas de que, com o barril Brent a US$80/barril e preços de combustíveis ajustados, a Petrobras voltará a gerar fluxo ⁠de caixa excedente nos próximos trimestres.

Eles afirmaram estar alinhados com o guidance de produção da companhia para 2026 e estimam yield de fluxo de caixa livre para ‌o acionista (FCFE) de cerca de 10% e de dividendo ao redor de 9% para 2026. Para 2027, ⁠veem yield de FCFE de cerca de 13% e de dividendo de aproximadamente 11%, com Brent a US$70/barril.

Na visão dos analistas, os preços mais elevados do Brent e os preços domésticos de combustíveis ajustados -- somados ao programa de subvenção ao diesel -- melhoram significativamente as perspectivas de geração de FCFE da Petrobras e sua capacidade de pagamento de dividendos no curto prazo.

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Até a última sexta-feira, as ações preferenciais da Petrobras acumulavam alta de quase 45%.

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