BTG Pactual agora tem recomendação neutra para Petrobras

16 jan 2026 - 09h43

O BTG Pactual passou a adotar uma recomendação neutra para as ações da Petrobras, citando baixa visibilidade macro ‌e política, flexibilidade financeira restrita e "valuation" justa, embora avalie que ‌a estatal possa se beneficiar da compressão de risco do Brasil.

Em relatório a clientes, o analista Rodrigo Almeida, que assumiu a cobertura do setor recentemente, também citou ‍que a experiência recente sugere que mudanças políticas tiveram impacto limitado sobre a estratégia central da Petrobras. Até dezembro, a recomendação da equipe do BTG ‌era de compra.

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Ele também citou que, embora ‌a venda de ativos e a racionalização de investimentos (capex) e despesas operacionais (opex) continuem sendo possíveis vetores de alta, a sua convicção em uma reversão estratégica relevante permanece baixa.

"Os resultados da perfuração na margem Equatorial podem ser encorajadores para a reposição de reservas no longo prazo, mas acreditamos que resultados mais concretos provavelmente só serão divulgados a partir de 2027", acrescentou no relatório com data de quinta-feira, também assinado pelo analista Gustavo Cunha.

"Com baixa visibilidade macroeconômica e política, situação financeira apertada e um 'valuation' considerada justo, mantemos cautela quanto a um potencial 're-rating' da Petrobras, o que sustenta nossa recomendação neutra ‌para a ação."

O preço-alvo para os ADRs (recibo de ações negociado nos Estados Unidos) das ações preferenciais da Petrobras permaneceu em US$15. Na quinta-feira, fecharam a US$11,88.

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