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Bradesco tem lucro líquido de R$7,1 bi no 3º tri, aprova recompra de ações

22 out 2026 - 18h31
(atualizado às 19h17)
Resumo
O Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 7,1 bilhões no terceiro trimestre, alta anual de 14,6%, impulsionado pelo controle de despesas e receitas não ligadas a crédito. A carteira de crédito atingiu R$ 1,15 trilhão, apesar da inadimplência subir para 4,6%, pressionada por micro e pequenas empresas. O banco aprovou novo programa de recompra de ações e R$ 4,1 bilhões em juros sobre capital próprio, mesmo diante de um cenário de crédito restrito e juros elevados no país.

O Bradesco teve lucro líquido recorrente de ‌R$7,1 bilhões no terceiro trimestre, alta de 14,6% em relação ao mesmo período do ano passado, em linha com as previsões no mercado, com o presidente-executivo do banco, Marcelo Noronha, apontando um mercado de crédito mais restrito, com a taxa de juros em nível elevado e desaceleração da economia.

O banco também anunciou um novo programa de recompra de ações envolvendo 3,55% das ações ordinárias e aproximadamente 1% dos papéis ⁠preferenciais em circulação. O Bradesco também afirmou que aprovou R$4,1 bilhões em juros sobre capital próprio aos ‌acionistas no terceiro trimestre.

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"É cenário desafiador para todos", afirmou o executivo em comunicado à imprensa, após a divulgação do balanço nesta quinta-feira. "Vimos nossas receitas relacionadas a crédito crescerem menos, mas conseguimos compensá-las com receitas ‌não oriundas de crédito e bom controle de despesas", acrescentou.  Na comparação ‌trimestral, o lucro do Bradesco subiu apenas 0,8%. 

A carteira de crédito da instituição totalizou R$1,15 ⁠trilhão no final de setembro, aumento de 11,1% ano a ano, mas de apenas 1,1% em relação ao final de junho. O índice de inadimplência acima de 90 dias no terceiro trimestre ficou em 4,6%, de 4,1% um ano antes e 4,3% no segundo trimestre de 2026. O custo do crédito, representado pela despesa de provisões (PDD) expandida, cresceu 24,3% ano a ano e 6,6% na comparação trimestral, para R$10,6 bilhões.

O banco ‌atribuiu a "leve alta" na inadimplência acima de 90 dias no trimestre ao segmento de micro, pequenas e médias ‌empresas (MPME), particularmente nas operações de capital ⁠de giro com garantia do ⁠Governo Federal, afirmando que os atrasos desse produto corresponderam a cerca de metade da evolução da inadimplência total. Também ⁠destacou atrasos sazonais nas operações do Banco John Deere, que ‌pressionaram os indicadores de pessoas físicas. 

Na ‌movimentação da carteira de crédito por estágios, o montante no estágio 1, considerado com risco saudável, de até 30 dias, somava R$730,8 bilhões, enquanto no estágio 2, que mostram aumento de risco, com atrasos entre 31 e 90 dias; totalizava R$46,7 bilhões e no estágio 3, que indica ⁠problemas de recuperação de crédito; alcançava R$62,5 bilhões.

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No segundo trimestre do ano, esses valores eram R$727,3 bilhões, R$46 bilhões e R$60,2 bilhões, respectivamente.

CONTROLE DE DESPESAS

No terceiro trimestre, o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) ficou em 15,6%, de 14,7% no mesmo intervalo do ano passado e 16,2% no segundo trimestre do ano. Desconsiderando o aumento de capital de R$10 bilhões homologado ‌no começo de outubro, o ROAE foi de 16,1%.

O aumento de capital ajudou na melhora dos índices de capital do banco. O Bradesco encerrou o terceiro trimestre com índice de Basileia total de 16% ⁠e de capital principal de 12,1%. Um ano antes esses percentuais eram 15,9% e 11,4%, respectivamente. Em junho, eram 15,5% e 11,3%.

As receitas totais do banco somaram R$38 bilhões, alta de 8,4% ano a ano, com a margem financeira total somando quase R$21,4 bilhões, expansão de 14,2% na mesma base de comparação. A margem com clientes cresceu 10,1%, para 20,5 bilhões, enquanto a margem com mercado alcançou R$875 milhões, de R$99 milhões um ano antes. As despesas operacionais recuaram 1%. O índice de eficiência ficou em 45,4%, de 50,1% no mesmo período do ano passado.

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Ao final de setembro, o banco tinha uma rede com 1.741 agências, além de 723 unidades de negócios e 1.428 postos de atendimento. Em junho, eram 1.844 agências, além de 698 unidades de negócios e 1.565 postos de atendimento.

O resultado do grupo segurador do Bradesco mostrou lucro líquido recorrente de R$2,9 bilhões, alta de 14,1% ano a ano, com ROAE de 22%.

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