O iFood anunciou a compra da empresa de benefícios corporativos Caju, visando expandir sua atuação além do delivery e dobrar sua presença no setor de vales-refeição e alimentação. A transação, cujos valores não foram divulgados, integra o plano da companhia de investir R$ 24 bilhões até 2027. Juntas, as operações somarão 135 mil clientes corporativos e 3 milhões de usuários ativos, processando cerca de R$ 2,6 bilhões mensais. O negócio ainda precisa do aval do Cade e do Banco Central.
O iFood, aplicativo de entrega de comida controlado pela investidora holandesa Prosus, anunciou nesta terça-feira a compra da Caju, empresa de benefícios corporativos e atuante no mercado de vales-refeição e vales-alimentação.
Com a compra da Caju o iFood busca crescer além do seu serviço principal de entregas, mirando também segmento de benefícios a funcionários. O iFood domina o setor de delivery no Brasil, que hoje vive um acirramento da concorrência , após a chegada da Keeta, unidade do gigante chinês de tecnologia Meituan.
Se aprovada pelos órgãos reguladores locais, a aquisição dobrará a presença do iFood no setor de benefícios corporativos, disseram as empresas em um comunicado conjunto.
Os termos financeiros do negócio, realizado por meio do iFood Benefícios, braço de benefícios corporativos do iFood, não foram divulgados. No entanto, a aquisição faz parte do plano mais amplo do iFood de investir R$24 bilhões até março de 2027, informou o comunicado.
O crescente mercado de vales-refeição e vales-alimentação do Brasil movimenta cerca de R$150 bilhões por ano entre mais de 20 milhões de consumidores, de acordo com Arthur Freitas, CEO do iFood Benefícios.
O iFood Benefícios e a Caju processam, cada um, cerca de R$1,3 bilhão em transações mensais, disse Freitas à Reuters em entrevista. Juntas, as duas empresas atenderão aproximadamente 135 mil clientes corporativos e 3 milhões de usuários ativos, acrescentou.
O negócio ainda depende da aprovação do Banco Central e do Cade, com conclusão prevista para o próximo ano, segundo Eduardo Del Giglio, cofundador e CEO da Caju.
(Edição Igor Sodré)