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Brent cai enquanto presidente do Irã discute mediação com chefe do Exército do Paquistão

20 out 2026 - 16h36
Resumo
Após atingir a máxima em cinco meses, o petróleo fechou em queda, com o Brent a US$ 108,79 e o WTI a US$ 101,79. O mercado reagiu ao diálogo entre o presidente do Irã e o chefe militar do Paquistão, mediador com os EUA. Apesar do recuo, as cotações seguem acima de US$ 100 devido a um elevado prêmio de risco, impulsionado por ofensivas dos houthis contra a Arábia Saudita, ataques a navios no Golfo e a promessa de Israel de eliminar o regime iraniano, mantendo temores sobre a oferta global de energia.

Os preços do petróleo fecharam em ‌queda após atingirem a maior cotação em cinco meses nesta terça-feira, enquanto os operadores avaliavam um encontro entre o presidente iraniano e o chefe do Exército do Paquistão — um importante mediador entre os Estados Unidos e o Irã —, em contraste com os contínuos ataques houthis à infraestrutura saudita e relatos de ataques a embarcações no ⁠Golfo.

Os futuros do petróleo Brent fecharam em queda de 0,69%, a US$108,79. No início do ‌pregão, o contrato com vencimento mais próximo atingiu US$111,99, a maior cotação em cinco meses.

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O contrato de novembro do petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA, que ‌venceu nesta terça-feira, fechou com queda de US$1,87, ou ‌1,8%, a US$101,79. Esse valor ficou abaixo da máxima do pregão, de ⁠US$110,48, a maior cotação desde abril para um contrato de vencimento próximo. O contrato de dezembro, mais ativo, fechou com queda de 72 centavos, a US$97,82 o barril.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, discutiu os esforços de mediação e os desdobramentos regionais durante uma reunião com o chefe do Exército do Paquistão, o marechal de ‌campo Asim Munir, em Teerã, informou a agência iraniana Nournews nesta terça-feira.

Os esforços de ‌mediação do Paquistão resultaram em ⁠um acordo de paz ⁠provisório assinado em junho. Mas esse acordo rapidamente fracassou em meio a novos confrontos entre ⁠o Irã e os EUA semanas depois.

As ‌negociações em Teerã ocorrem em ‌um contexto de ataques contínuos por parte dos houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, que afirmaram na segunda-feira ter lançado vários ataques contra alvos energéticos, aeroportuários e militares da Arábia Saudita, como uma instalação da Aramco em Yanbu, o ⁠campo petrolífero de Shaybah, o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, e o aeroporto de Abha.

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As autoridades sauditas não confirmaram imediatamente as alegações dos houthis, e a Reuters não conseguiu verificá-las de forma independente.

"Os preços do petróleo continuam bem sustentados... Isso sugere que o mercado está precificando ‌um prêmio de risco significativo, dada a volatilidade da situação", afirmaram analistas do ING em uma nota nesta terça-feira.

Pelo menos 18 embarcações teriam sido atacadas ao longo ⁠de duas semanas, o que mantém o prêmio de risco intacto, informou a empresa de rastreamento de navios Kpler em uma nota na segunda-feira.

Também na segunda-feira, um ataque houthi a um campo de treinamento das forças de segurança do governo na província de Shabwa, no Iêmen, matou 58 pessoas e feriu mais de 200.

A retomada dos ataques intensificou os temores quanto à estabilidade regional e ressaltou os riscos contínuos ao abastecimento de energia proveniente da região, mantendo os preços do petróleo acima de US$100 por barril.

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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou em comunicado que está "comprometido em concluir a eliminação do regime iraniano" e conversou com o presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o assunto no domingo.

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