BNDES libera R$ 77,5 mi para Viridis implantar centro de pesquisa e processamento de terras raras

Projeto foi selecionado em chamada pública lançada em 2025 para financiar iniciativas da cadeia de minerais estratégicos ligados à transição energética e à descarbonização

8 set 2026 - 12h22
Resumo
O BNDES aprovou R$ 77,5 milhões para a Viridis Mineração criar um Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras em Poços de Caldas (MG). A iniciativa integra a fase piloto do Projeto Colossus, voltado à transição energética e descarbonização, que busca processar argilas iônicas para produzir Carbonato Misto de Terras Raras. Com início fabril previsto para 2027 e operação em 2028, a planta fortalece a posição do Brasil como fornecedor estratégico global desses minerais essenciais.

RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou o financiamento de R$ 77,5 milhões para a Viridis Mineração implantar um Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CPTR) em Poços de Caldas (MG). O projeto foi selecionado em chamada pública do BNDES e da Finep lançada em 2025 para financiar iniciativas da cadeia de minerais estratégicos ligados à transição energética e à descarbonização, informou o banco.

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Os recursos vêm do programa BNDES Mais Inovação e apoiarão a produção, em escala piloto, de Carbonato Misto de Terras Raras e o desenvolvimento e otimização de rotas tecnológicas para processamento de argilas iônicas encontradas na região.

Investimento contribui para posicionar o Brasil como fornecedor estratégico global de minerais críticos para a transição energética, segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante
Investimento contribui para posicionar o Brasil como fornecedor estratégico global de minerais críticos para a transição energética, segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante
Foto: Fábio Mota/Estadão / Estadão

Segundo o BNDES, o CPTR é a primeira etapa do Projeto Colossus, da Viridis, que inclui uma unidade piloto e atividades de validação tecnológica da rota de processamento. A expectativa é que a implantação da planta industrial do projeto comece no primeiro trimestre de 2027, com início de operação ao fim de 2028.

"É um investimento voltado para o fomento da produção nacional de terras raras, que contribui para posicionar o Brasil como fornecedor estratégico global de minerais críticos para a transição energética", afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em nota. Ele acrescentou que o projeto deve apoiar o ecossistema de inovação em Poços de Caldas e a cadeia nacional de fornecedores, com geração de empregos qualificados.

O diretor-geral da Viridis, Rafael Moreno, disse que a linha tem prazo de 16 anos e custo indicativo atual de cerca de 4,8%, o que "representa uma condição de captação extremamente atrativa". Ele afirmou, também em comunicado, que o financiamento aprovado se soma a US$ 154 milhões já captados em capital próprio e reforça a posição financeira da empresa na busca do restante do financiamento sênior necessário ao Colossus.

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A Viridis Mineração é subsidiária integral da australiana Viridis Mining and Minerals e detém 100% dos direitos de pesquisa e lavra do Projeto Colossus IAC (Ionic Adsorption Clay) em Poços de Caldas, apontado pela empresa como um dos depósitos de argilas iônicas mais promissores fora da Ásia, com presença de terras raras pesadas.

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