O Banco Central autorizou as instituições financeiras a deduzirem dos seus recolhimentos compulsórios sobre depósitos à vista e a prazo o valor a ser antecipado obrigatoriamente ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para recompor o patrimônio do fundo.
A estimativa do BC é que a medida possa resultar em liberação de R$30 bilhões em 2026, informou a autarquia em nota.
O FGC determinou, em fevereiro, que seus participantes antecipem contribuições ordinárias mensais para assegurar a recomposição do patrimônio do fundo, que foi abalado por pagamentos bilionários a correntistas do banco Master após a instituição ser liquidada pelo BC. São 84 meses de antecipação até 2028.
"A medida visa neutralizar o efeito da antecipação ao FGC na liquidez do sistema bancário", afirmou o BC sobre a permissão da dedução.
As instituições financeiras terão discricionariedade para alocar a dedução entre os compulsórios sobre recursos à vista ou a prazo.