O Banco do Brasil firmou um novo contrato com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) para a prestação de serviços postais em todo o País. A operação pode alcançar até R$ 2,3 bilhões ao longo de cinco anos. O acordo, formalizado em 26 de junho, entrou em vigor em 2 de julho.
No primeiro trimestre de 2026, os Correios registraram prejuízo de R$ 3,158 bilhões, um aumento de 83% em relação ao saldo negativo de R$ 1,725 bilhão registrado no mesmo período de 2025. Desde 2022 os Correios vêm fechando os seus balanços no vermelho.
Em 2025, prejuízo foi recorde, de R$ 8,5 bilhões, o que levou a companhia a buscar um empréstimo de R$ 12 bilhões em um consórcio de bancos, com garantia da União, para tentar implementar um plano de reestruturação e sair da crise.
O que diz o BB sobre a contratação
Segundo o banco, a contratação direta dos Correios decorre da inviabilidade de competição, uma vez que 97,84% dos serviços contratados estão sujeitos ao monopólio postal previsto em lei.
Para os demais serviços, a instituição afirma que não existem prestadores com cobertura nacional e capacidade operacional equivalentes para atender suas unidades, especialmente em localidades remotas.
O BB informou ainda que a decisão foi tomada de forma independente, sem participação dos Correios no processo decisório ou na negociação do contrato. Também destacou que realizou análises técnicas e jurídicas para assegurar a adequação da operação e ressaltou que o contrato segue um modelo de adesão aplicado igualmente a todos os clientes da estatal, sem tratamento diferenciado.