Apple Music Hall em Londres: como a nova casa de shows promete revolucionar a experiência imersiva dos fãs

Novo espaço na Battersea Power Station oferece gravação em Áudio Espacial e transmissão global de shows

22 set 2026 - 14h37
Resumo
A Apple inaugurou em Londres o Apple Music Hall, uma inovadora casa de shows para 600 pessoas na Battersea Power Station. Focado em apoiar artistas em meio à crise de espaços no Reino Unido, o local une história e ponta tecnológica, com estúdios de gravação, captação multicâmera e som em Áudio Espacial com Dolby Atmos. Os músicos mantêm os direitos de suas gravações, e as apresentações serão transmitidas ao vivo globalmente para os assinantes do Apple Music, integrando rádio, shows e estúdio.
Apple Music Hall em Londres: como a nova casa de shows promete revolucionar a experiência imersiva dos fãs
Apple Music Hall em Londres: como a nova casa de shows promete revolucionar a experiência imersiva dos fãs
Foto: The Music Journal

Londres acaba de receber um novo polo para a música ao vivo com a inauguração do Apple Music Hall. Localizado na icônica Battersea Power Station, o espaço de 600 lugares é o primeiro do tipo da Apple e representa um investimento estratégico da gigante de tecnologia no mercado de entretenimento, com o objetivo de redefinir a experiência de performance para artistas e público global.

O projeto, desenvolvido ao longo de cinco anos sob o codinome "Project Apollo", consumiu milhões de libras e foi revelado com grande expectativa. Embora o calendário de shows e os preços dos ingressos ainda não tenham sido divulgados, Oliver Schusser, vice-presidente de Apple Music e Conteúdo Internacional, prometeu anúncios em breve. Schusser, conhecido por ter concebido o iTunes Festival, assegurou que o público "não vai se decepcionar" com os primeiros nomes a se apresentar.

Publicidade

O Apple Music Hall destaca-se por sua versatilidade, permitindo configurações variadas, desde shows frontais até formatos de arena. A arquitetura interna incorpora elementos da história da Battersea Power Station, como tijolos aparentes e arcos canelados, enquanto uma parede de vidro oferece vista para a passarela da usina e o rio Tâmisa. Kristina Raspe, vice-presidente de Apple Places, afirmou à Wallpaper que o objetivo foi preservar a essência do edifício sem perder a identidade da Apple.

A inovação tecnológica é um pilar do novo espaço. O local conta com dois estúdios de gravação e mixagem de última geração, onde cada performance pode ser capturada em multipista e mixada em Áudio Espacial com Dolby Atmos, seja em tempo real ou posteriormente.

Uma rede de 16 pontos de câmera, complementada por iPhones integrados a equipamentos de transmissão profissionais, garante uma cobertura visual multicâmera, ampliando as possibilidades de captação.

Schusser demonstrou entusiasmo com o sistema de som otimizado, que permite aos artistas não apenas gravar, mas também performar em Áudio Espacial, elevando a qualidade sonora. A proposta do Apple Music Hall vai além da apresentação, funcionando como um ecossistema completo para o artista. Segundo ele, é importante apoiar talentos emergentes com um espaço tecnológico e pronto para uso.

Publicidade

De acordo com a revista Exame, artistas que se apresentarem no local podem realizar entrevistas, fotos, shows e transmissões globais, além de sair com uma gravação de alta qualidade em Áudio Espacial. A Forbes confirmou que a propriedade intelectual dessas gravações pertence integralmente ao artista, e não à Apple, um aspecto crucial para a atratividade do projeto.

Para o público global, todos os shows serão transmitidos ao vivo para assinantes do Apple Music, incluindo no Brasil, democratizando o acesso a performances de alta qualidade. Os estúdios londrinos da Apple Music Radio também foram transferidos para a Battersea Power Station, integrando ainda mais as operações de conteúdo e garantindo que programas como o de Matt Wilkinson sejam agora transmitidos da nova base.

Com 600 lugares, o Apple Music Hall se alinha ao porte de casas de shows de base, vitais para o desenvolvimento de novos artistas. A entrada da Apple nesse segmento é relevante em um período desafiador para esses locais. Um relatório da Music Venue Trust indicou que 30 casas de shows fecharam no Reino Unido em 2025, com muitas operando sem lucro.

A iniciativa da Apple, que não depende da bilheteria para sua sustentação, surge como um contraponto inovador. "

The Music Journal Brazil
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se