A histórica Battersea Power Station, imortalizada na capa do álbum Animals do Pink Floyd, será transformada no Apple Music Hall em Londres. Com inauguração marcada para 28 de setembro, a casa de shows da Apple terá capacidade para 600 pessoas e integrará elementos arquitetônicos originais a tecnologias avançadas de som espacial e transmissões ao vivo. O projeto une o legado cultural do edifício à inovação, marcando uma nova fase para o icônico monumento industrial britânico.
Mais de quatro décadas após o lendário porco inflável Algie flutuar entre suas chaminés para a capa do álbum Animals do Pink Floyd, a Battersea Power Station em Londres se prepara para uma nova fase. O icônico edifício industrial será o lar do Apple Music Hall, um espaço de música ao vivo de ponta inaugurado pela Apple.
Com capacidade para 600 pessoas, o local promete redefinir a experiência de shows na capital britânica, unindo história e tecnologia.
A inauguração do Apple Music Hall, marcada para 28 de setembro, representa a fusão entre o legado cultural do prédio e a vanguarda tecnológica. O palco de 11,5 metros foi projetado para acomodar produções diversas, incluindo formatos tradicionais e 360 graus. Um sistema de som com 48 alto-falantes garantirá áudio espacial de alta fidelidade, e a Apple planeja transmitir as apresentações ao vivo, ampliando o alcance das performances.
A iniciativa é vista pela Apple como um passo natural em seu compromisso com a música. Oliver Schusser, vice-presidente de Apple Music e Conteúdo Internacional da empresa, declarou que o "profundo amor da Apple pela música remonta ao início", mencionando desde o lançamento do iPod até o iTunes Music Festival.
Ele sublinhou o objetivo de "apoiar a música ao vivo de maneiras que só a Apple pode fazer", conectando inovação à reverência pela arte.
O design arquitetônico do Apple Music Hall integra elementos da história da Battersea Power Station. A alvenaria original, arcos canelados e varandas de bronze foram preservados, evocando as janelas históricas do local. Uma grande parede de vidro cria uma conexão visual entre o interior e o edifício, oferecendo vistas panorâmicas do saguão e do rio Tâmisa, celebrando o passado enquanto projeta o futuro.
A Battersea Power Station ganhou fama global em 1977 com a capa do álbum Animals do Pink Floyd, idealizada pelo baixista Roger Waters. Ele sugeriu a imagem da usina com um porco flutuando entre as chaminés, uma ideia que se tornaria um dos símbolos mais reconhecíveis do rock. A banda colaborava há quase uma década com Storm Thorgerson e Aubrey Powell, da Hipgnosis, para suas obras visuais.
Inicialmente, Storm Thorgerson explorou conceitos mais complexos para a capa, como uma criança confrontando a intimidade dos pais, conforme descrito em seu livro For the Love of Vinyl (2008). Ele questionava a percepção infantil sobre a natureza humana, explorando a ambiguidade entre amor e violência.
A produção da fotografia para a capa de Animals foi desafiadora, exigindo três tentativas em dias separados. Um incidente notório envolveu o porco inflável de hélio, de 12 metros, que se desprendeu e voou livremente, causando a suspensão de voos em um aeroporto próximo. Para a imagem final, Thorgerson sobrepôs o porco, capturado em um dia com sol forte, a uma foto mais sombria da usina tirada no primeiro dia, criando a atmosfera desejada.
O porco Algie, que se tornou uma figura constante nos shows do Pink Floyd, é parte inseparável da história da Battersea Power Station. Com a inauguração do Apple Music Hall, a questão de uma possível representação de Algie no novo espaço surge entre os fãs. Embora a Apple não tenha confirmado, seria uma homenagem ao espírito irreverente que transformou o edifício em um ícone global, conectando gerações de amantes da música e da cultura visual.
Os interessados em conhecer os primeiros artistas a se apresentarem podem se inscrever no site oficial do local.