Alta dos preços ao produtor no Brasil acelera a 0,34% em janeiro

4 mar 2026 - 09h23
(atualizado às 09h30)

Os preços ao ‌produtor no Brasil subiram 0,34% em janeiro diante da pressão do setor de metalurgia, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

A segunda alta mensal ⁠depois de 10 meses seguidos de deflação ‌levou o índice acumulado em 12 meses a uma queda de 4,33%. Em ‌dezembro, o Índice de ‌Preços ao Produtor (IPP) havia subido 0,14%.

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Entre ⁠as 24 atividades analisadas, o IBGE apontou que 15 tiveram altas de preços na comparação mensal. As quatro variações mais intensas foram registradas por metalurgia (2,73%), impressão (2,73%), outros produtos ‌químicos (1,70%) e perfumaria, sabões e produtos de ‌limpeza (1,67%).

Murilo Alvim, gerente ⁠do ⁠IPP no IBGE, disse que a maior influência da ⁠metalurgia se ‌deve ao aumento ‌dos preços dos metais não ferrosos.

"Assim como ocorreu no mês passado, essa alta (da metalurgia) foi puxada, principalmente, pelo aumento dos ⁠preços dos metais não ferrosos, dessa vez com destaque para os derivados do ouro, que teve sua cotação impulsionada por aumentos da ‌demanda pelo ativo, e dos derivados do cobre, que têm estado com um déficit ⁠de oferta e baixo estoque", disse ele.

O setor de alimentos, que exerce o maior peso no índice, teve recuo de 0,17% em janeiro, nona deflação seguida, acumulando em 12 meses queda de 9,84%, com destaque para açúcares.

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O IPP mede a variação dos preços de produtos na "porta da fábrica", isto é, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação.

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