A Alliança comunicou nesta segunda-feira que obteve uma linha emergencial de até R$76 milhões, por meio de emissão de debêntures da subsidiária Cura, citando "uma grave situação de esvaziamento praticamente total de seu fluxo de caixa".
De acordo com a companhia, a operação busca manter a normalidade de suas operações.
A 2ª emissão de debêntures simples do Centro de Ultrassonografia e Radiologia (Cura) tem três séries, sendo a 1ª série de até R$36 milhões e as 2ª e 3ª séries de até R$20 milhões cada uma, todas com prazo de vencimento de 18 meses. Os títulos pagarão juros remuneratórios de 100% do CDI + 12% ao ano, observado o prazo de carência de seis meses, conforme o fato relevante ao mercado.
"Os recursos captados por meio das debêntures servirão para robustecer o fluxo de caixa e o capital de giro da Alliança, visando a suportar as despesas e custos essenciais para a manutenção e estabilização das atividades operacionais do Grupo Alliança, no curto prazo", acrescentou.
Em março, o grupo ajuizou uma ação cautelar em caráter antecedente e instaurou procedimento de mediação em câmara de arbitragem para negociar com seus credores. No mesmo mês, a empresa obteve liminar que concedeu o prazo de 60 dias de proteção contra a interrupção de serviços essenciais para as suas operações.
No fato relevante desta segunda-feira, a Alliança disse que a operação envolvendo as debêntures significa "um marco importante no processo de reestruturação financeira da empresa, que já havia sido iniciado com a instauração de procedimento de mediação e medida cautelar transitória para permitir um ambiente de negociação sem impacto na operação".