Acordo EUA-Irã derruba petróleo e influencia apostas para a super quarta

Commodity opera em queda de 4% neste início de semana

15 jun 2026 - 10h39
Resumo
A perspectiva de normalização do fluxo energético global provocou uma forte queda nos preços do petróleo. Os contratos futuros chegaram a recuar mais de 4% no início da sessão desta segunda-feira (15) e atingiram os menores níveis desde março.
Assinatura de acordo é esperada para a próxima sexta-feira (19)
Assinatura de acordo é esperada para a próxima sexta-feira (19)
Foto: Jim Lo Scalzo / EPA/Bloomberg

Os mercados iniciam a semana em tom positivo após o anúncio de um acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. O entendimento prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, além do início de negociações sobre o programa nuclear iraniano. A assinatura formal está prevista para sexta-feira (19), na Suíça. 

Em publicação nas redes sociais, Donald Trump afirmou que a normalização completa da navegação ocorrerá apenas após a formalização do acordo e a conclusão das operações de remoção de minas na região.

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A perspectiva de normalização do fluxo energético global provocou uma forte queda nos preços do petróleo. Os contratos futuros chegaram a recuar mais de 4% no início da sessão desta segunda-feira (15) e atingiram os menores níveis desde março. Apesar da correção, as cotações ainda acumulam valorização próxima de 15% desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. Há pouco, o Brent para agosto caía 4,72%, para US$ 83,21 por barril, enquanto o WTI para julho recuava 5,05%, para US$ 80,59.

O alívio geopolítico impulsiona os ativos de risco ao redor do mundo. Na Europa, o índice Stoxx 600 renova máximas históricas, enquanto ações de companhias aéreas lideravam os ganhos diante da expectativa de redução dos custos com combustível. Na Ásia, o Nikkei fechou em novo recorde, apoiado tanto pelo avanço do apetite por risco quanto pelas apostas de uma elevação de 0,25 ponto percentual na taxa de juros pelo Banco do Japão na reunião desta terça-feira (16).

No Brasil, a queda do petróleo ajuda a reduzir um importante fator de pressão sobre a inflação, justamente na semana em que Fed e Copom voltam a decidir os rumos da política monetária. Ainda assim, o cenário doméstico segue desafiador. O IPCA de maio desacelerou para 0,58%, mas veio acima das projeções do mercado, reforçando a percepção de que o processo de desinflação continua lento. 

Com expectativas inflacionárias ainda elevadas e atividade econômica resiliente, o mercado permanece dividido entre a manutenção da Selic em 14,50% e um corte adicional de 0,25 ponto percentual na reunião desta quarta-feira.

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