As ações europeias encerraram a quinta-feira estáveis, dando uma pausa após fortes ganhos na sessão anterior, conforme os investidores aguardavam o progresso das negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã.
O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em 620,56 pontos, uma máxima de duas semanas.
Os últimos acontecimentos no Oriente Médio sugeriram um endurecimento das posições dos EUA e do Irã, fazendo com que os preços do petróleo subissem mais de 2%.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que um sistema de pedágio no Estreito de Ormuz inviabilizaria um acordo diplomático, enquanto a Reuters relatou que o líder supremo do Irã emitiu uma diretriz de que o urânio do país com grau de pureza próximo ao de armas não deve ser enviado para o exterior.
Novos dados também mostraram que o conflito está afetando as empresas europeias. A economia do setor privado da França contraiu em maio em seu ritmo mais rápido em mais de cinco anos, enquanto outra pesquisa mostrou que o setor privado da Alemanha teve retração pelo segundo mês.
"A economia da zona do euro enfrenta um risco maior de estagflação devido a qualquer aperto na política monetária, com a atividade empresarial encolhendo pelo segundo mês consecutivo em maio", disse Raffi Boyadjian, analista de mercado da corretora XM.
Apesar da recuperação das mínimas atingidas durante o conflito, as ações europeias têm tido dificuldades para voltar aos níveis anteriores à guerra, prejudicadas pela dependência da região das importações de petróleo e pela pequena exposição à tecnologia em meio a uma recuperação global das ações liderada pela IA.
Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,11%, a 10.443,47 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,53%, a 24.606,77 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,39%, a 8.086,00 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,03%, a 49.168,70 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,42%, a 17.975,20 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,22%, a 9.227,99 pontos.