As ações da USA Rare Earth, companhia que atua no setor de terras raras, chegaram a subir 62% nas negociações pré-mercado desta segunda-feira, após relatos de que o governo Trump estaria adquirindo uma participação de 10% na mineradora, como parte de um pacote de investimento de US$1,6 bilhão em dívida e capital próprio (equity).
O acordo e um investimento privado separado de US$1 bilhão serão divulgados nesta segunda-feira, sendo que a empresa realizará uma teleconferência com investidores para discutir os termos, disse à Reuters, no fim de semana, uma fonte a par dos planos.
Uma participação de 10% tornaria o governo dos EUA o maior acionista público da empresa, de acordo com dados compilados pela LSEG.
A USA Rare Earth está desenvolvendo uma mina em Sierra Blanca, Texas, em parceria com a Texas Mineral Resources, com previsão de inauguração até 2028. A companhia também possui uma fábrica de ímãs em Stillwater, Oklahoma, que deve entrar em operação ainda este ano.
O acordo é o passo mais recente no esforço do governo Trump para aprofundar sua presença no setor de minerais críticos, após as participações acionárias adquiridas no ano passado na MP Materials, Lithium Americas e na Trilogy Metals.
Um alto funcionário do governo Trump afirmou no mês passado que a administração estava planejando mais "acordos históricos" com o setor de mineração dos EUA.
As terras raras, um grupo de 17 elementos, ou os ímãs que às vezes são usados em sua fabricação, estão presentes em tudo, de iPhones e máquinas de lavar até caças F-35, além de veículos elétricos, equipamentos médicos e sistemas militares.
As ações de mineradoras de terras raras dispararam em 2025, impulsionadas pela redução da oferta global e por uma corrida mundial para garantir o recurso mineral crítico no mercado interno, a fim de diminuir a dependência da China.
A recente estratégia de Trump de comprar a Groenlândia, rica em recursos naturais, impulsionou ainda mais os ganhos deste ano.