A internação de Thais Braz após uma infecção relacionada a pedra nos rins chamou atenção e levantou dúvidas sobre a gravidade do problema. Segundo especialistas, o quadro pode evoluir rapidamente e exigir tratamento urgente.
De acordo com a nefrologista Renata Asnis Schuchmann, o principal risco está na obstrução do trato urinário. "A pedra pode bloquear a passagem da urina e isso cria um ambiente propício para a proliferação de bactérias. Quando há infecção associada, o quadro se torna mais grave", explica.
A médica alerta para sintomas que indicam urgência. "Dor lombar intensa, febre, calafrios, náuseas e dificuldade para urinar são sinais que não devem ser ignorados", afirma. Quando aparecem juntos, segundo ela, o caso deixa de ser apenas cólica renal. "Não estamos mais falando de uma cólica simples, mas de uma urgência médica", reforça.
Nem sempre precisa de cirurgia
A especialista destaca que nem toda pedra exige procedimento cirúrgico. Em alguns casos, a eliminação pode ocorrer naturalmente com hidratação e medicação. No entanto, o acompanhamento é fundamental.
"Quando há obstrução persistente ou infecção, pode ser necessário um procedimento para desobstruir o rim e evitar complicações maiores", explica.
Como prevenir novos episódios
A prevenção continua sendo o melhor caminho. "A hidratação adequada é fundamental, porque ajuda a diluir a urina e dificulta a formação dos cristais", orienta.
Além disso, a médica recomenda atenção à alimentação e aos hábitos diários. Evitar excesso de sal, manter dieta equilibrada e ingerir líquidos ao longo do dia ajudam a reduzir o risco de novas crises.