O MasterChef Brasil retorna à grade de programação da Band na próxima terça-feira, 26. Prestes a estrear a 13ª temporada do programa, dois detalhes chamam atenção: o alto impacto da Copa do Mundo 2026 na temporada e o fato de o prêmio concedido ao vencedor ter sofrido uma redução considerável.
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Em 2025, por exemplo, a Band entregou o maior prêmio da história do talent show: foram R$ 350 mil do próprio canal, R$ 50 mil do iFood e R$ 100 mil da Asaas --consultoria especializada em gestão para empresas--, além de R$ 30 mil em vale-presente da Havan. Em 2026, são R$ 300 mil do canal, somados a uma experiência imersiva em Lisboa, Portugal, a convite da Nomad, e um vale-presente de R$ 30 mil em compras na Havan, além do tradicional curso na Le Cordon Bleu, instituição mundialmente prestigiada.
A redução do prêmio ocorre na contrapartida de outros programas de TV. O Big Brother Brasil (Globo), sob direção de Rodrigo Dourado, concedeu R$ 5 milhões à campeã Ana Paula Renault. Já A Casa do Patrão (Record), sob comando de Boninho, entrega R$ 2 milhões em sua primeira temporada. E, se a comparação parecer injusta por causa do formato dos programas, ainda vale ponderar que talent shows similares, como The Voice (SBT) e Chef de Alto Nível (Globo), concederam R$ 500 mil aos respectivos campeões.
Em entrevista ao Terra, Marisa Mestiço, diretora-geral do MasterChef Brasil desde 2018, se esquivou de explicar a redução do prêmio, que, apesar da mudança nos patrocinadores, ainda poderia ter mantido os R$ 350 mil de base. Entretanto, ela comentou o fato de a quantia ainda não ser milionária.
De acordo com a executiva, a proposta do programa da Band é diferente: “Acho que [o Master] é um pouco maior do que isso [do que enriquecer exclusivamente a partir do prêmio do programa]. A transformação [de vida] tem que ser um dispositivo da jornada. Ninguém quer ser uma coisa só por sonho [tem que ter dinheiro], claro. Mas acho que, quando a gente quer transformar nossa vida, a gente investe em escola, em comércio, mas, quando pensa em sonho, quer a grandeza desse sonho.”
“Então, pra mim, o recado que fica [às pessoas que se inscrevem e ainda vão se inscrever no MasterChef] é: ‘Esse é o empurrão que vai tirar você de uma trajetória que, sem a televisão, seria muito mais longa’. Eu acho que é isso. Essa tem que ser a inteligência de quem vem ao programa. Porque quem quer ser cozinheiro não precisa do ‘MasterChef’, mas quem quer encurtar essa trajetória, mudar de carreira, talvez a televisão ajude”.
Marisa ainda explicou que, por mais que o participante não saia milionário, o talent show oferece uma plataforma para atingir o objetivo: “A TV é um meio, um portal. Então, ela vai levar você para vários lugares. Se você vai gerar riqueza com isso, não sei, porque daí depende da jornada de cada um. O que eu sei é: a gente faz esse portal valer, fazendo com que as pessoas fiquem conhecidas por grandes marcas.”
“Então, às vezes, quando a gente fala de premiação no final, estamos falando do mérito, do reconhecimento dessa jornada dentro da cozinha. Mas é muito maior quando as pessoas, por exemplo, lembram da ‘Marisa, do MasterChef’, para os seus negócios. Eu pensaria assim se me inscrevesse. Pensaria que aqui é um portal para essa mudança de vida”, encerrou.
Além da temporada de amadores, que estreia na próxima terça-feira, 26, às 22h30, a Band também trará outro formato à programação: o MasterChef Profissionais, com previsão de estreia no segundo semestre.