Equipe da pré-campanha de Flávio Bolsonaro aciona TSE para suspender pesquisa AtlasIntel
Levantamento mostrou que Flávio caiu seis pontos porcentuais após a divulgação dos áudios dele com Vorcaro; AtlasIntel nega irregularidades
A coordenação jurídica da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma representação contra a pesquisa divulgada pelo instituto AtlasIntel nesta terça-feira, 19. A ação pede, em caráter liminar, a suspensão da divulgação do levantamento e questiona a metodologia utilizada pelo instituto.
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De acordo com a pesquisa, Flávio caiu seis pontos porcentuais após a divulgação dos áudios envolvendo o senador e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, passando de 47,8% para 41,8%. Houve ainda aumento de 4,6 pontos percentuais no número de indecisos e de entrevistados que afirmaram votar nulo ou em branco, índice que atingiu 9,3%.
Segundo a representação, o questionário teria sido estruturado de forma a induzir uma percepção negativa sobre o pré-candidato, especialmente por meio de perguntas que associariam o senador a Vorcaro e ao Banco Master.
A equipe da pré-campanha sustenta que a sequência dos questionamentos e a forma de apresentação dos temas teriam contaminado as respostas dos entrevistados, comprometendo a neutralidade e a integridade dos resultados divulgados pela pesquisa.
No pedido apresentado ao TSE, a coordenação jurídica argumenta que o levantamento teria ultrapassado a função de aferir a opinião pública ao introduzir estímulos capazes de influenciar a percepção dos entrevistados antes de perguntas relacionadas à imagem, rejeição e viabilidade eleitoral.
Em publicação no X, o CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, negou problemas metodológicos e afirmou que o áudio envolvendo o senador e o banqueiro foi reproduzido apenas após a conclusão do questionário principal da pesquisa e, portanto, não teria impacto sobre os cenários eleitorais apresentados.
“A ideia é entender em tempo real o impacto do áudio sobre a percepção do eleitorado, com segmentação demográfica. AtlasIntel sempre mantém uma postura imparcial, que caracteriza nosso trabalho não apenas no Brasil, mas em nível global”, escreveu Roman.
A representação apresentada pela defesa de Flávio também solicita apuração sobre eventual prática de crime eleitoral, sob alegação de possível divulgação de pesquisa fraudulenta, diante da gravidade dos supostos vícios apontados.
Agora caberá ao TSE analisar os argumentos apresentados pela defesa e decidir sobre eventual concessão de medida liminar ou identificação de irregularidades no levantamento.
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