Sternberg Cherkesian acende o debate global sobre o futuro tecnológico

Modelo digital mundial atingiu seu limite estrutural e precisa ser redesenhado.

22 jan 2026 - 00h31

O debate sobre o futuro da tecnologia deixou de ser estritamente técnico e passou a ocupar o centro das discussões globais sobre poder, comportamento humano e soberania digital. Ao questionar o próprio epicentro tecnológico do Vale do Silício nos EUA, Sternberg Cherkesian ascendeu o debate no mercado technology mundial. E se posiciona como uma das vozes que antecipam a necessidade de uma nova arquitetura digital, menos orientada ao controle e mais alinhada à autonomia, à confiança e à centralidade humana. "A tecnologia continuará avançando. A pergunta é: nós avançaremos com ela ou apenas seremos meros conduzidos?", indaga.

Sternberg Cherkesian
Sternberg Cherkesian
Foto: Divulgação / Mais Novela

Se a tecnologia vindoura tende a ser marcada pela Inteligência Artificial onipresente (ou seja, presente em todos os lugares), esse modelo digital tende a transformar todos os campos, como a biotecnologia, energia sustentável, saúde, trabalho, e por que não a rotina pessoal de todos.

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Veja: somente em 2024, 72% das empresas no mundo adoraram, de alguma forma, a IA em algumas de suas áreas, conforme pesquisa da The State of Al in Early 2024. Mas, para onde vai toda essa tecnologia?

Ao questionar o epicentro global da inovação na Califórnia Sternberg Cherkesian, líder em comunicação estratégica e autoridade pública, afirma que o modelo digital global atingiu um limite estrutural e precisa ser redesenhado. Para ele, esse padrão que sustenta as principais plataformas digitais do mundo entrou em uma fase de esgotamento estrutural. O executivo afirma que o problema não está na capacidade de inovação nem na velocidade com que novas soluções surgem, mas na arquitetura que governa o ecossistema digital contemporâneo. "O mundo passou a confundir avanço tecnológico com evolução humana. São processos distintos", afirma o CEO da da Wellmexh International Limited, empresa sediada em London, United Kingdom no Reino Unido-UK, do ramo de comunicação e inovações tecnológicas.

Sternberg Cherkesian avalia ainda que o modelo atual foi construído para maximizar retenção, controle e previsibilidade de comportamento, criando sistemas cada vez mais eficientes do ponto de vista técnico, porém, progressivamente mais distantes das necessidades humanas reais. "Quando a tecnologia deixa de ser o meio e passa a ser a única finalidade, o usuário deixa de protagonizar as situações e passa a ser tratado apenas como recurso", analisa.

Repare: o ponto crítico que o mercado enfrenta hoje não é uma crise visível, mas uma ruptura estrutural em curso. Sendo assim, toda a lógica baseada na extração de atenção e na manipulação algorítmica compromete não apenas a autonomia individual, mas também a confiança coletiva no ambiente digital. Sternberg Cherkesian afirma: "Plataformas não colapsam apenas por falhas técnicas. Elas perdem sustentação quando deixam de ser legítimas".

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E é nesse contexto que o empresário observa o surgimento de iniciativas globais concebidas a partir de uma lógica distinta daquela que hoje domina o mercado. Entre elas, ele cita a própria Wellmexh International Limited, proprietária do WΞX, uma estrutura digital concebida com foco em arquitetura sistêmica, liberdade criativa e centralidade humana. Segundo o executivo, não se trata de mais uma rede social, mas de uma leitura estratégica sobre para onde a tecnologia precisa evoluir: "Quando a tecnologia respeita o humano, ela deixa de ser apenas eficiente e passa a ser legítima".

Ao projetar o futuro, Sternberg adota uma posição clara: a próxima era da tecnologia exigirá um redesenho profundo da relação entre sistemas, dados e comportamento humano. É quando a discussão central deixa de adicionar funcionalidades e passa a redefinir prioridades. "A questão não é o que a tecnologia consegue fazer, mas o que ela deveria fazer", aconselha.

Outro ponto central diz respeito à relação entre plataformas digitais e anunciantes. O modelo atual também entrou em desequilíbrio ao tratar anunciantes apenas como fontes de investimento, e não como parceiros estratégicos do ecossistema digital. "A comunicação na publicidade digital foi construída sobre métricas de alcance e repetição, mas perdeu profundidade, contexto e confiança", completa Sternberg.

O executivo afirma ainda: marcas globais já começaram a perceber que investir em plataformas sem alinhamento cultural e estrutural representa risco reputacional e desperdício estratégico. Ou seja, anunciantes não querem apenas audiência. Hoje eles desejam ambientes legítimos, previsíveis e coerentes com seus valores.

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Tudo isso se deve porque a próxima geração de plataformas precisará oferecer aos anunciantes algo além de tráfego e algoritmos de segmentação. Sternberg Cherkesian é cirúrgico ao revelar que o verdadeiro valor para as marcas está em operar dentro de ecossistemas estáveis, onde a atenção não é extraída à força e onde a reputação do anunciante é preservada. "Publicidade sem contexto é ruído. Marca sem ambiente é vulnerabilidade", diz.

Na sua visão, a comunicação em publicidade digital do futuro será baseada em ambiente, contexto e autoridade, e não apenas em volume. "O que ocorre é que marcas fortes não querem mais serem inseridas em sistemas instáveis. Elas buscam associação às estruturas que inspirem confiança, segurança, visão de longo prazo e liderança", conclui.

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