Enquanto alguns usam palmilha elevatória para parecer mais alto, Rico Melquiades quer ser mais baixo. “A minha próxima cirurgia será serrar os ossos das pernas e reduzir quatro centímetros”, avisou o influenciador de 1,88m, adepto de intervenções profundas. “Eu me acho muito alto.”
Vontade genuína ou blefe polêmico para engajar? O tempo dirá.
Rico se junta a outros famosos que anunciaram mudanças esdrúxulas no próprio corpo.
A musa de Carnaval e rainha das plásticas Angela Bismarchi disse que implantaria um terceiro seio. “Mamas grandes qualquer mulher pode ter, agora, três peitos, não”, explicou. “Quero ser a primeira.”
Pouco depois, revelou-se que o tal ‘peito extra’ era uma brincadeira que fazia parte do marketing de lançamento de uma série do Multishow chamada ‘Sensacionalismo’.
Mas, em 2024, a diva dos filmes adultos Andressa Urach cogitou fazer realmente a tal cirurgia para ficar com três próteses de silicone no busto. Por enquanto, não levou essa ousadia adiante, porém, radicalizou ao se submeter à polêmica mudança na cor dos olhos e bifurcar a língua.
Alguns homens famosos recorreram à harmonização peniana, mas pouco assumiram publicamente o procedimento. Entre eles, o cantor sertanejo e ex-Fazenda Tiago Piquilo.
“Não foi para aumentar em centímetros, foi pela espessura”, explicou. Numa sociedade onde ‘tamanho é documento’, ganhar uma circunferência maior pode mesmo elevar a autoestima masculina.
No mundo atual, a pressão estética atua como uma engrenagem silenciosa e opressora, especialmente sobre pessoas famosas que usam a imagem como produto e vitrine.
Artistas e subcelebridades não são apenas indivíduos: tornam-se marcas que precisam performar juventude, beleza, desejo e sucesso em tempo integral.
Nesse contexto, o corpo deixa de ser um território íntimo porque está permanentemente sendo avaliado sem piedade.
A promessa de aceitação se condiciona a um padrão que muda sem cessar — mais magro ontem, mais definido hoje, mais excêntrico amanhã — e produz um ciclo de cobrança infinita, no qual nunca se chega ao ideal.
Essa dinâmica se conecta diretamente à cultura da comparação, alimentada pela mídia e pelas redes sociais, com referências de beleza muitas vezes inatingíveis, a partir de filtros exagerados e cirurgias estéticas inacessíveis à maioria da população.
Mesmo quem está fisicamente bem se sente insatisfeito. O espelho passa a refletir não o que se é, mas o que falta ser em relação ao outro. E sempre falta algo.
No universo cada vez mais competitivo da internet, essa insatisfação ganha contornos extremos. Quando todos disputam atenção em um mercado saturado, chocar vira estratégia.
Por isso, mudanças corporais radicais — reais ou anunciadas — funcionam como atalhos para a visibilidade: leva-se às últimas consequências a ideia de que existir é ser visto e comentado, ainda que pelo espanto.
Entre a jogada de marketing e a obsessão estética patológica, o corpo da pessoa famosa passa a ser moldado não para agradar somente a ela, mas também para chamar a atenção, provocar e viralizar.