O que é terapia sexual? Especialista explica tratamento feito por Eliana

Terapeuta afirma que dificuldade em assumir a própria imagem adulta pode afetar posicionamento profissional e expressão corporal

8 mar 2026 - 15h09

A revelação de Eliana de que buscou terapia sexual ao iniciar uma nova fase profissional reacendeu discussões sobre identidade, imagem corporal e amadurecimento feminino. A apresentadora contou que, após mais de duas décadas comandando um programa infantil, percebeu que ainda reproduzia comportamentos e gestos ligados à fase anterior da carreira.

Reprodução/YouTube
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Foto: Mais Novela

Para Adriana Ribeiro, terapeuta sistêmica e mentora de mulheres, esse tipo de situação é mais comum do que parece e está ligado a processos profundos de identidade. "Quando uma mulher passa muitos anos sendo reconhecida por uma versão específica de si mesma, pode acontecer uma espécie de cristalização interna. O mundo muda, as funções evoluem, mas por dentro ela pode continuar identificada com aquela fase que trouxe pertencimento e aprovação", explica.

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Segundo a especialista, essa dificuldade de transição pode gerar impactos diretos na vida profissional. Entre eles estão dificuldade de sustentar autoridade, medo de se posicionar com firmeza e receio de parecer diferente da imagem que o público ou o ambiente de trabalho já conhece.

"Assumir uma nova versão de si mesma exige atravessar uma espécie de 'morte simbólica' daquela identidade anterior. Nem sempre é simples abandonar uma versão que foi bem-sucedida ou reconhecida", afirma.

Adriana também explica que o próprio corpo pode expressar bloqueios emocionais relacionados a essa transição. "O corpo nunca trava por acaso. Muitas mulheres aprenderam ao longo da vida que crescer, ocupar espaço ou expressar feminilidade poderia gerar julgamento ou rejeição. O inconsciente registra essas experiências e cria padrões de contenção", diz.

Entre os sinais mais comuns estão rigidez corporal, controle excessivo da postura, respiração curta e dificuldade de sustentar o olhar ou se movimentar com naturalidade. Nesse contexto, a terapia sexual pode ajudar a reorganizar a relação da mulher com o próprio corpo e com sua identidade. "A terapia sexual não trata apenas da sexualidade no sentido restrito. Ela trabalha identidade, presença e autoconceito", explica a especialista.

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De acordo com Adriana, o processo envolve compreender a história da pessoa com o próprio corpo, identificar mensagens recebidas sobre feminilidade ao longo da vida e ressignificar experiências emocionais que ainda influenciam o comportamento.

"Quando a mulher se reposiciona internamente e passa a integrar sua história com quem ela se tornou, o corpo deixa de ser um espaço de defesa e passa a ser um território seguro. A postura muda de forma natural", conclui.

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