'Posso morrer a qualquer momento', disse Oliver Tree em uma de suas entrevistas finais

Cantor americano refletiu sobre como tudo pode acabar a qualquer momento — e como público finalmente apreciaria sua obra após sua morte

15 jun 2026 - 17h47

A manhã do último domingo, 14, foi marcada por tragédia. O cantor americano Oliver Tree morreu em uma colisão de dois helicópteros no Rio de Janeiro, que teve outras cinco vítimas. E uma declaração recente do músico chama atenção por ter sido quase uma premonição.

Oliver Tree em 2024
Oliver Tree em 2024
Foto: Srdjan Stevanovic / Getty Images / Rolling Stone Brasil

Em entrevista de abril ao Zach Sang Show (via g1), Tree abordou a percepção que o público tem de sua música. O artista, conhecido por seu visual extravagante e persona cômica, apontou como só veriam seu valor após sua morte:

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"Quando eu morrer, as pessoas finalmente vão apreciar meus vídeos estúpidos, minhas músicas estúpidas. É quando as pessoas aprendem a apreciar. Normalmente, os artistas valem mais quando morrem."

Entretanto, o que poderia ser apenas uma declaração regada a recalque mostrou um grau de sensatez quando Oliver falou sobre mortalidade. O músico declarou ter noção de como tudo pode acabar do nada:

"As pessoas nunca sabem quando é o meu último álbum. Posso morrer a qualquer momento. Eu poderia ter morrido vindo para cá."

Testamento

Durante a mesma entrevista, Oliver Tree citou a questão do seu testamento. Segundo o artista, toda sua fortuna será destinada à fundação Dr. Oliver Tree's Art Grants for Baby Geniuses, criada para apoiar artistas emergentes. O músico, que não foi casado ou tinha filhos, não queria deixar nada para a família:

"Minha família não vai receber um centavo. Se eu tiver esposa, filhos, o que for, não vão receber nada. Vou pagar a faculdade dos meus filhos, esse é o acordo, mas não vão nascer em berço de ouro."

Quanto à fundação, a ideia é fazer o dinheiro que ele ganhou na carreira voltar para artistas. Um comitê formado por pessoas próximas ao músico seria responsável por votar sobre os destinatários dos recursos, tanto o patrimônio acumulado em vida quanto os royalties gerados após a morte.

Rolling Stone Brasil
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