Tay Keith, produtor indicado ao Grammy por trás de 'Sicko Mode', morre aos 29

O prolífico produtor já havia trabalhado com nomes como Future, Travis Scott, Beyoncé e outros

19 jun 2026 - 07h52

O superprodutor Tay Keith, cujo currículo inclui colaborações com Future, Travis Scott e Beyoncé, foi encontrado morto em seu apartamento em Nashville, na tarde de quinta. Ele tinha 29 anos.

Foto: Johnny Nunez/Getty Images para The Recording Academy / Rolling Stone Brasil

Em comunicado, o Departamento de Polícia Metropolitana de Nashville afirmou que não há suspeita de crime na morte do artista indicado ao Grammy, nascido Brytavious Chambers. "Ele foi encontrado morto em seu apartamento na Martin St nesta tarde por agentes que faziam uma verificação de bem-estar", dizia o comunicado. "A causa da morte permanece indeterminada, aguardando os resultados da autópsia."

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Nascido em 20 de setembro de 1996, o nativo do Tennessee começou a fazer batidas aos 14 anos e criou um som característico, inspirado na realeza do hip hop do Sul dos EUA, como Three 6 Mafia e 8Ball & MJG. Em 2018, o trabalho de Keith com o também memphiano BlocBoy JB começou a chamar atenção para além das fronteiras de Memphis, e o rap local dos dois despertou o interesse de Drake. Aos 21, Keith emplacou seu primeiro sucesso com Drake e BlocBoy JB em "Look Alive".

No mesmo ano, ele participou de uma série de colaborações, incluindo a coprodução do sucesso de 2018 de Travis Scott, "Sicko Mode", que chegou ao topo da Billboard Hot 100 e rendeu uma indicação ao Grammy de Melhor Canção de Rap. Ele também coproduziu "Not Alike", de Eminem, para o 10º álbum de estúdio do rapper, Kamikaze.

Keith também coproduziu "Before I Let Go", faixa-bônus do Homecoming: The Live Album, de Beyoncé, e foi produtor executivo do álbum de 2024 de Sexyy Red, Sexyy We Trust (2024), cujos sucessos de destaque — "Pound Town" e "SkeeYee" — ele também produziu.

Durante uma entrevista à Rolling Stone EUA em 2022, Keith falou sobre a influência de crescer em Memphis em seu trabalho. "Eu nasci nisso e fui criado nisso", disse. "A música de Memphis é tudo o que eu ouvia e tudo o que minha família ouvia. Meu padrasto, com quem ainda sou muito próximo, realmente influenciou meu gosto musical."

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Ao conversar novamente com a publicação alguns anos depois, Keith contou que havia feito uma parceria no Natal anterior com o National Museum of African-American Music para oferecer a jovens presentes e comida, além de promover um seminário e entrada gratuita no museu, para mostrar "que eu também vim daqui, e a música foi minha saída para o sucesso. Então você sempre pode ir para a escola e para a faculdade, mas também pode correr atrás dos seus sonhos."

Ao refletir sobre as próprias dificuldades ao crescer e sobre como se identifica com os jovens que está ajudando, Keith disse: "Estou trabalhando com a cidade de Memphis, de onde eu sou, para fazer parceria com muitos programas e basicamente ajudar as crianças das nossas comunidades. Eu fui criado em moradia popular (Section 8), fui criado pela minha mãe solo na maior parte da vida. Eu já fui despejado. Já passei por situações em que precisávamos de assistência do governo. Tive almoço gratuito e vale-alimentação a vida inteira. Precisei superar muita adversidade ao crescer e fiz disso uma missão para mostrar aos jovens que é possível." O artista acrescentou: "Eu sempre motivo as crianças, os jovens produtores que me procuram e querem conselho. Nunca hesito em falar com eles."

Rolling Stone Brasil
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