De Lisa, Anitta e Shakira à exigência de Madonna: mulheres dominam bastidores, charts e redes na Copa

Enquanto as grandes seleções duelam em campo e os jogos da Copa do Mundo de 2026 quebram recordes de audiência nas quatro linhas, um espetáculo paralelo e igualmente poderoso dita o ritmo dos bastidores. Longe de ser um torneio focado apenas no gramado, o mundial deste ano consolidou-se como o maior catalisador da cultura pop […] O post De Lisa, Anitta e Shakira à exigência de Madonna: mulheres dominam bastidores, charts e redes na Copa apareceu primeiro em POPline.

19 jun 2026 - 08h02

Enquanto as grandes seleções duelam em campo e os jogos da Copa do Mundo de 2026 quebram recordes de audiência nas quatro linhas, um espetáculo paralelo e igualmente poderoso dita o ritmo dos bastidores. Longe de ser um torneio focado apenas no gramado, o mundial deste ano consolidou-se como o maior catalisador da cultura pop global, impulsionado por uma forte presença feminina. Nos palcos das cerimônias oficiais, nos charts de streaming embalados pelos hinos do torneio e no engajamento avassalador das redes sociais, as mulheres mostram como o futebol atual expandiu suas fronteiras para se tornar o evento definitivo do entretenimento mundial.

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O fenômeno "Goals": Anitta, Lisa e o choque de Casimiro na abertura

A cerimônia de abertura nos Estados Unidos entregou um dos momentos mais icônicos da história dos mundiais fora das quatro linhas. Unindo forças com o nigeriano Rema, Anitta e Lisa (do BLACKPINK) protagonizaram uma performance eletrizante da faixa "Goals".

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A fusão do funk brasileiro com o fenômeno do K-Pop gerou um engajamento tão massivo que impressionou até quem já está acostumado com as grandes massas digitais. O streamer Casimiro, conhecido por suas transmissões do torneio na Cazé TV, confessou ao vivo ter ficado completamente impactado com a mobilização fervorosa dos fãs de K-pop nas redes sociais e no chat de sua live durante a apresentação. O apresentador fez questão de elogiar publicamente o público da artista sul-coreana, destacando a força incomparável da comunidade fã de música.

Com o show, Anitta praticamente gabaritou os maiores eventos esportivos do planeta, restando apenas o tradicional Halftime Show do Super Bowl da NFL. Porém, isso pode mudar em breve, já que a brasileira possui uma relação comercial e artística estreita com a liga.

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Shakira voa no Spotify, Alanis viraliza e Madonna "enlouquece" a FIFA

A força musical feminina na Copa 2026 também se refletiu imediatamente nas paradas globais de streaming e nas redes sociais logo nos primeiros dias de jogos:

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  • Alanis Morissette: A cantora canadense encantou com uma performance do hino nacional do Canadá, que rapidamente se tornou viral. Esbanjando talento, técnica impecável e uma forte carga de emoção, a apresentação de Alanis comoveu torcedores do mundo inteiro e dominou as conversas nas redes sociais.

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  • Tyla, Alessia Cara e Belinda: A sul-africana Tyla dividiu os holofotes ao cantar "Game Time" com Future e interpretar o hino de seu país, enquanto as cantoras Alessia Cara e Belinda também entregaram participações marcantes e cheias de energia no início do torneio.

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O Furacão Madonna nos bastidores da grande final da Copa do Mundo

Se a abertura movimentou os charts, o encerramento promete parar o mundo no dia do jogo decisivo. Escalada como uma das atrações principais do show de intervalo da grande final da Copa, Madonna vai aproveitar o alcance global do evento em plena fase de divulgação de "CONFESSIONS II", a aguardada continuação do seu aclamado álbum de 2005.

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Os bastidores, como era de se esperar da Rainha do Pop, já estão fervendo. Relatos de veículos internacionais apontam que Madonna está acompanhando pessoalmente cada detalhe técnico e de produção, mostrando-se extremamente crítica com a estrutura do espetáculo. Exigente ao extremo, a cantora estaria deixando a equipe técnica da FIFA "enlouquecida" para garantir que a performance seja cirúrgica e impecável antes de a bola rolar para o jogo mais importante do ano.

De Copacabana à Copa do Mundo: Madonna crava lugar nos maiores palcos do planeta
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Além dos palcos: Virgínia, Karoline Lima e o império das WAGs

A influência feminina na Copa do Mundo 2026 transborda os limites da música e invade o mercado das criadoras de conteúdo que cobrem o evento. O termo WAGs (Wives and Girlfriends - esposas e namoradas de atletas), que nasceu nos tabloides britânicos, hoje representa um ecossistema bilionário de influenciadoras que ditam tendências e faturam alto durante o período de jogos.

Nesta Copa, nomes como Karoline Lima e Virgínia Fonseca provaram que o entretenimento do futebol mudou de patamar. Karoline, fenômeno de carisma nas redes, foi contratada como repórter oficial da Rede Ronaldo para cobrir o extracampo do mundial. Já Virgínia expandiu ainda mais seu império midiático ao comandar conteúdos especiais integrados ao Domingão com Huck, na TV Globo, surfando na audiência do torneio.

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Nas arquibancadas e no dia a dia, as companheiras dos atletas da Seleção Brasileira arrastam milhões de seguidores e mostram a força das novas configurações familiares dos craques:

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  • Bruna Biancardi: Parceira de Neymar há cinco anos, mãe de Mavie e grávida da terceira filha do craque, Mel.

  • Gabriely Miranda: Casada com Endrick, a influenciadora está grávida do primeiro filho do casal.

  • Carol Cabrino: Uma das WAGs mais tradicionais, está há 13 anos ao lado do capitão Marquinhos e lidera uma família de quatro filhos (Eduarda, Enrico, Martina e Felippo).

  • Duda Fournier & Ana Lídia Martins: Duda (esposa de Lucas Paquetá e mãe de dois meninos) e Ana Lídia (esposa de Bruno Guimarães e mãe de Matteo e Pietro) mostram os bastidores reais da vida na Europa e na Seleção.

  • Natália Belloli, Tammy Parisoto e Duda Santos: Companheiras de Raphinha, Luiz Henrique e Rayan, respectivamente, que transformaram suas rotinas na Copa em diários de engajamento absoluto.

  • Natalia Becker & Gabrielle Figueiredo: Esposas do goleiro Alisson (juntos há 14 anos e pais de três filhos) e de Gabriel Magalhães (mãe da pequena Maya), que lideram a torcida familiar nos estádios.

O combate aos estereótipos de gênero no esporte

Apesar do domínio feminino na cultura que envolve o torneio, a presença das mulheres no ecossistema do futebol ainda esbarra em barreiras culturais ultrapassadas. A avalanche de memes nas redes sociais que generalizam as mulheres como "leigas" ou que "não entendem as regras do jogo" ainda insiste em circular a cada nova partida.

No entanto, a realidade do mercado atual serve como o contraponto definitivo a esse preconceito. A maior prova disso é a consolidação de nomes na linha de frente das transmissões oficiais. A narradora Renata Silveira, por exemplo, entrou para a história da televisão brasileira ao se tornar a primeira mulher do país a narrar, direto do estádio, uma partida de Copa do Mundo masculina na TV aberta. O feito histórico aconteceu na transmissão de Bélgica x Egito, direto do Lumen Field, em Seattle, nos Estados Unidos.

Conseguimos, meninas!

Podemos fazer o que quisermos. pic.twitter.com/pNAZ9F07TA

— Renata Silveira (@renatasilveirag) June 16, 2026

Ana Thaís Matos é uma das principais comentaristas da TV Globo, participando ativamente da cobertura da Copa do Mundo FIFA 2026. Ela tem sido elogiada por seu trabalho em campo e análises táticas

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O domínio feminino nas plataformas de streaming e canais digitais

Se a TV aberta faz história, os canais digitais também trazem um time de peso que dita a linguagem da Copa:

  • CazéTV: O canal conta com a bagagem de Fernanda Gentil, acompanhada por uma bancada poderosa de jornalistas como Bárbara Coelho, Bruna Dealtry, Victoria Leite e Dayana Natale.

  • GE TV: O canal conta com a jornalista Mariana Spinelli diretamente dos EUA, que faz sua estreia no torneio masculino. Luana Maluf se destaca como comentarista com forte atuação no futebol feminino e Sofia Miranda entrega carisma na cobertura de rua. Ela, inclusive, protagonizou um momento que viralizou na cobertura do dia de estreia da Copa, no México, ao receber uma arma de um mariachi.

Vcs precisam ver a cara dos chefes quando alguem soltou A SOFIA TA COM UMA ARMA kkkkkkkkkkkkkkkkkk doente https://t.co/yKJI4xOtn4

— Mariana Spinelli (@marianaspinelIi) June 9, 2026

Romário x Fernanda Gentil: O debate sobre o respeito na bancada

Mesmo com tanto espaço conquistado, episódios de tensão mostram que a batalha por respeito é diária. Durante a cobertura da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, uma declaração do ex-jogador e comentarista Romário gerou intensa repercussão e acusações de machismo nas redes sociais.

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A polêmica começou após Fernanda Gentil perguntar se o empate do Brasil diante de Marrocos poderia ser encarado como uma derrota. Ao discordar frontalmente da análise, o Baixinho disparou: "Fernanda, é o seguinte, empatar no primeiro jogo de uma Copa do Mundo, contra uma seleção de Marrocos, quem não conhece muito de futebol, vai ter esse pensamento que você tem".

O trecho isolado provocou críticas imediatas nas redes, com parte do público interpretando a fala como um ataque à competência da jornalista e um reflexo de condescendência de gênero. Diante do barulho digital, os dois profissionais fizeram questão de se pronunciar publicamente para esclarecer o episódio. Fernanda e Romário reforçaram que possuem uma excelente relação de amizade e respeito mútuo de longa data.

"Quero aproveitar essa oportunidade aqui, porque houve um ruído na imprensa em relação à fala da Fernanda Gentil e que eu teria sido um pouco rude, um pouco grosso… Primeiramente, eu quero dizer o seguinte: a Fernanda é uma das 10 pessoas que mais conhecem de futebol no nosso… pic.twitter.com/UxUrCMhDsI

— Planeta do Futebol (@futebol_info) June 15, 2026

O Brasil é a próxima parada da Copa do Mundo de futebol feminino

Mais do que apenas debater os espaços atuais, a visibilidade deste mundial funciona como o catalisador vital para o que vem a seguir. As atletas e profissionais da área aproveitam o engajamento do país com a bola rolando para pavimentar a estrada de um momento histórico: a Copa do Mundo de Futebol Feminino da FIFA será sediada no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho de 2027. Esta será a primeira vez que o maior torneio de futebol feminino do planeta ocorrerá na América do Sul, contando com 32 seleções disputando o título em 64 partidas.

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