Quem é o secretário que matou o filho e tirou a própria vida? Político recebia salário cifrado

Autor ocupava cargo na Prefeitura desde 2021 e era genro do prefeito do município

12 fev 2026 - 18h05

O secretário de Governo de Itumbiara (GO), Thales Naves Alves Machado, de 40 anos, morreu após atirar contra os dois filhos e, em seguida, tirar a própria vida na noite de quarta-feira (11). O caso é investigado como homicídio consumado e tentativa de homicídio, seguido da morte do próprio autor. A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar e do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) da cidade.

Foto: Mais Novela

Segundo as informações iniciais, Thales atirou contra as crianças dentro da casa da família. O filho mais velho chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Municipal Modesto de Carvalho, mas não resistiu aos ferimentos. Já o mais novo foi encaminhado ao Hospital Estadual de Itumbiara e permanece internado em estado gravíssimo. A Secretaria Estadual de Saúde informou que não divulgará detalhes sobre o quadro clínico.

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Nascido em 1985, Thales era formado em Engenharia Agronômica e Administração de Empresas pela Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). Antes de ingressar na vida pública, trabalhou como estagiário na Caramuru Alimentos, além de atuar como gerente administrativo no Shopping Center Plaza de Itumbiara e como gerente na Fazenda Água Azul.

Ele fazia parte da administração municipal desde 2021, na gestão do prefeito Dione Araújo, de quem era genro. À frente da Secretaria de Governo, exercia funções ligadas à articulação política e administrativa e acompanhava ações relacionadas à defesa civil no município.

Dados do Portal da Transparência indicam que o secretário recebia remuneração bruta de R$ 19.803,83, com salário líquido de R$ 14.602,30 após descontos. Ele era considerado um dos principais nomes do grupo político do prefeito e atuava como articulador político na região.

Nas redes sociais, Thales mantinha interação com figuras ligadas à direita política nacional, incluindo Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Magno Malta e Luciano Hang.

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De acordo com a Polícia Civil, até o momento não há indícios de participação de terceiros. Um inquérito foi instaurado e segue sob responsabilidade do GIH, que realiza perícias, oitivas e levantamentos para esclarecer a motivação do crime. As investigações ocorrem sob sigilo.

A mãe das crianças estava em viagem para São Paulo no momento do crime e foi informada sobre a morte do filho ao retornar para Itumbiara. Ela era casada com o secretário há cerca de 15 anos.

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