A cantora e sambista Adriana Araújo morreu nesta segunda-feira (2), aos 49 anos, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Ela estava hospitalizada desde sábado, (28), depois de sofrer um aneurisma cerebral. A notícia foi confirmada por meio de suas redes sociais, onde amigos, familiares e fãs passaram a publicar homenagens.
"Hoje nos despedimos da nossa amada Adriana Araújo. Adriana foi muito mais do que uma grande voz do samba. Foi abraço largo, sorriso fácil, coração generoso e uma alegria de viver que iluminava todos ao seu redor. O samba sentirá profundamente sua ausência, mas não apenas ele. Sentirão falta todos que um dia receberam seu carinho, sua escuta atenta e seu caloroso abraço", diz um trecho da publicação.
Segundo informações divulgadas, a artista passou mal em casa, chegou a desmaiar e foi levada inicialmente a uma Unidade de Pronto Atendimento. Depois, foi transferida para o Hospital Odilon Behrens, onde permaneceu internada em coma, entubada e sob cuidados intensivos. O quadro era considerado irreversível, e ela não resistiu às complicações.
Natural da comunidade Pedreira Prado Lopes, uma das mais tradicionais de Belo Horizonte, Adriana construiu sua trajetória no samba a partir de suas vivências na periferia. Ainda jovem, passou a se apresentar em rodas e eventos locais, conquistando espaço no cenário musical da capital mineira.
Ela integrou o grupo Simplicidade Samba antes de seguir carreira solo, iniciada oficialmente em 2020. No ano seguinte, lançou o álbum Minha Verdade, elogiado por retratar experiências e sentimentos ligados à vida na comunidade. Em 2025, apresentou o projeto 3 Jorges, em homenagem a Jorge Aragão, Jorge Ben Jor e Seu Jorge.
Adriana deixa o filho Daniel e o marido, Evaldo Araújo. Além do talento musical, era lembrada pela generosidade e pela forte ligação com a comunidade, características que marcaram sua trajetória dentro e fora dos palcos.