A apresentação do cantor porto-riquenho Bad Bunny no intervalo do Super Bowl continua repercutindo e provocando reações no cenário político internacional. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou duramente o show, classificando-o como "lacração", após o artista utilizar o palco para exaltar países latino-americanos e exibir mensagens de protesto contra políticas do governo dos Estados Unidos. A declaração foi publicada nas redes sociais nesta quarta-feira (11), ampliando o debate sobre o papel da política em eventos culturais e esportivos de grande alcance.
"O agradecimento à comunidade americana que nos acolhe ficou evidente nos discursos que repudiaram o protesto do cantor Bad Bunny, que aproveitou o intervalo da NFL (final do campeonato nacional de futebol americano) para fazer protesto contra Trump e o ICE. Além de inapropriado, uma lacração que ninguém suporta mais", escreveu o político. De acordo com o Metrópoles, Eduardo Bolsonaro participou recentemente do Hispanic Prosperity Gala, evento realizado em Mar-a-Lago voltado à comunidade hispânica e promovido por lideranças conservadoras nos Estados Unidos. Na ocasião, ele esteve acompanhado de figuras políticas brasileiras e norte-americanas, incluindo o ator e deputado federal Mário Frias (PL-RJ).
O show de Bad Bunny viralizou nas redes sociais após o artista citar países como Brasil, México e Cuba durante a apresentação, além de destacar símbolos culturais latinos, como bandeiras e figurinos temáticos. A performance também recebeu críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que declarou em suas redes sociais: "O show do intervalo do Super Bowl foi absolutamente terrível, um dos piores de todos os tempos! Não faz sentido nenhum, é uma afronta à grandeza da América e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade e excelência". As reações divergentes evidenciam a polarização em torno de manifestações políticas em eventos culturais.
Até que ponto manifestações políticas em eventos culturais dividem opiniões?
A discussão sobre a presença de posicionamentos políticos em grandes eventos culturais voltou ao centro do debate após a apresentação de Bad Bunny no Super Bowl. Enquanto apoiadores defendem que artistas utilizem sua visibilidade para expressar causas sociais e políticas, críticos argumentam que esses espaços deveriam priorizar entretenimento neutro, evitando polarizações. Conforme destacado pelo Metrópoles, a repercussão do show demonstra como a cultura pop se tornou um campo simbólico de disputa ideológica, especialmente quando envolve temas sensíveis como imigração, identidade latino-americana e políticas governamentais. Especialistas apontam que o alcance global de eventos como o Super Bowl amplia o impacto dessas mensagens, transformando apresentações musicais em plataformas de discussão pública. Ao mesmo tempo, a reação de figuras políticas reforça como manifestações artísticas podem provocar debates intensos e engajar públicos diversos, evidenciando o cruzamento cada vez mais frequente entre entretenimento, opinião pública e posicionamentos políticos em escala internacional.
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