Danilo Gentili voltou a chamar atenção nas redes sociais ao usar o rebaixamento da Acadêmicos de Niterói - escola de samba do Rio de Janeiro que homenageou o presidente Lula (PT) no Carnaval deste ano - como ponto de partida para criticar outros humoristas. O alvo da vez foram Paulo Vieira e Marcelo Adnet, com quem Gentili travou uma troca de farpas virtual que movimentou a internet.
A polêmica começou quando Gentili publicou um artigo em seu perfil, comentando de forma irônica o desempenho da Acadêmicos de Niterói, que participou do Grupo Especial do Carnaval carioca pela primeira vez neste ano. "Óbvio que isso ia dar errado. Desde quando Lula combina com escola?", escreveu, deixando claro seu tom provocativo e político.
No mesmo texto, Gentili voltou suas atenções a Paulo Vieira, convidado pela escola para interpretar o presidente durante o desfile. "Bom, seja como for, antes da escola ser rebaixada, quem ficou realmente rebaixado foi Paulo Vieira. Oficialmente, ele deixou de ser humorista e foi rebaixado para propagandista", atacou, criticando a participação do colega de profissão.
O apresentador não poupou ironias mais explícitas: "É triste ver comediante que se diz iconoclasta desfilando na avenida, lambendo as botas de um velho ladrão. Aliás, eu nem vi desfile nenhum. Alguém sabe me dizer se o Paulo Vieira usou tapa-sexo nos peitos?", provocou, acrescentando um tom ainda mais ácido à crítica.
Gentili também mencionou Marcelo Adnet, após repercutir uma notícia que indicava que ele participaria do desfile interpretando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), informação que acabou não se confirmando. "Puxar saco do Lula não é coisa pra se fazer no carnaval. Só nas eleições", ironizou, reforçando seu ponto de vista sobre humoristas e política.
Marcelo Adnet, então, decidiu se manifestar nas redes sociais e esclareceu a situação: "Caro Danilo. Fico lisonjeado com a menção, mas não participei do desfile da Niterói. Fui compositor pela Tijuca e pela campeã Viradouro, nas quais desfilei. Abraços", explicou, desarmando parte da provocação e esclarecendo seu envolvimento nos desfiles.
Mesmo após a resposta de Adnet, Gentili manteve seu tom crítico e finalizou seu artigo com uma reflexão provocadora sobre o Carnaval e o contexto político: "Agora, se formos honestos, o lugar do Lula é reinando na Sapucaí mesmo. Onde mais você vê uma multidão de gente fudida rindo feliz, sem motivo algum, enquanto um monte de bicheiro e golpista lucra às custas dela por trás das cortinas?", questionou, apontando sua visão irônica sobre as contradições do evento e da sociedade.
A repercussão do caso nas redes sociais mostrou como o Carnaval pode se tornar palco de debates não apenas sobre samba, mas também sobre humor, política e os limites da sátira. O episódio gerou discussões sobre liberdade de expressão, crítica política e responsabilidade de humoristas ao lidar com figuras públicas, mostrando que, mesmo em festas tradicionais, o jogo de provocações entre artistas continua aceso.