O goleiro Bruno Fernandes, condenado em 2010 pelo homicídio de Eliza Samudio, volta a ganhar destaque nos noticiários não apenas pela carreira no futebol, mas também pelo valor que receberá em seu novo clube. Aos 41 anos, o atleta fará sua estreia pelo Vasco da Gama do Acre nesta quinta-feira (19/2), contra o Velo Clube, em jogo válido pela primeira fase da Copa do Brasil.
A contratação do goleiro pelo clube acreano reacende debates sobre ética, punição e oportunidades no esporte para atletas com passados criminais. Segundo informações do perfil Mercado da Bola Atualizado, no Instagram, Bruno pode receber cerca de R$ 15 mil por mês, valor que desperta críticas de torcedores e especialistas.
Bruno construiu sua carreira em grandes clubes do futebol brasileiro, incluindo Flamengo, Corinthians e Atlético-MG, mas ficou marcado pelo caso envolvendo a morte da modelo Eliza Samudio. Em 2010, ele foi condenado a mais de 22 anos de prisão pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado. A trajetória dentro e fora dos gramados sempre foi alvo de ampla repercussão na mídia nacional.
A transferência para o Vasco-AC foi oficializada nesta quarta-feira (18/2) no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O clube divulgou que o goleiro está liberado para atuar em jogos oficiais, uma vez que progrediu para o regime semiaberto em 2019 e cumpre liberdade condicional desde 2023.
Desde a sua saída da prisão, Bruno passou por diversas equipes menores, como Boa Esporte-MG, Rio Branco-AC, Araguacema-TO, Atlético-RJ e Capixaba-ES, sempre cercado de polêmica. Sua chegada ao Vasco-AC marca mais um capítulo controverso em uma carreira que mistura talento esportivo e crimes graves.
Nesta quinta-feira (19/2), imagens do treinamento do Vasco-AC mostraram Bruno treinando com o elenco, recebendo orientações da comissão técnica e interagindo com os novos companheiros. A expectativa é de que sua presença em campo desperte ainda mais atenção da imprensa e do público durante os próximos jogos da Copa do Brasil.
A decisão do Vasco-AC de contratar um jogador com histórico criminal pesado reacende discussões sobre reintegração social, oportunidades de trabalho e limites da segunda chance no futebol. Enquanto alguns defendem que Bruno tem direito a retomar sua carreira, outros questionam se o esporte deve se envolver em casos de grande repercussão criminal.