Aos 81 anos, Ronnie Von refletiu sobre a vida e relembrou sua longa trajetória. O artista, que teve sua carreira dividida entre a música e a televisão, relembrou de quando precisou fazer uma cirurgia e levou um susto ao demorar de voltar da anestesia. Após o baque na saúde, ele garante: "não tenho medo de morrer."
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Apelidado de Pequeno Príncipe por Hebe Camargo, o artista contou em uma entrevista à revista GQ que prefere encarar o envelhecimento sem "romantismo" e rejeita o título de "melhor idade".
"Um diretor de alguma agência de publicidade deve ter criado essa história de ‘melhor idade’. Não é verdade. A melhor idade é 25 anos. Meu pai era diplomata. Tinha dois jardineiros. Um deles dormia na sua casa. De repente, o que ele fez? Resolveu subir em uma escada e podar uma árvore. Tinha 86 anos; caiu e quebrou os dois pés", relembra.
"Levei-o para o hospital e perguntei se estava enlouquecido. Ele me disse: ‘Filho, vou contar uma coisa para você jamais esquecer. A mente humana não passa dos 25’. Com uns 70 anos, entendi. Subi na goiabeira de casa e me quebrei todo. A melhor idade é mentira. Todas as coisas me incomodam", completa.
Ronnie Von completará 82 anos em julho e garante que não tem do que reclamar. Perguntado sobre a morte, ele revelou que não sente medo e relembrou um susto que passou quando teve que se submeter a uma cirurgia.
"Não tenho nenhum medo da morte. Zero. Nada. Na hora que precisar ir, acabou. Tenho 81 anos. Não tenho do que reclamar, apesar de sofrer uns piripaques e ir parar no hospital, onde enfrentei uma parada cardiorrespiratória", conta.
"Fiz uma cirurgia, demorei para voltar da anestesia. De repente, minha pressão começava a subir e eu me sentia no fundo de uma piscina, sem poder respirar. Mas estava lúcido. Deu certo, mas hoje durmo com uma máscara para evitar a apneia, o que também me prejudica. Eu me sinto como o Darth Vader", brinca.
Se pudesse escolher, Ronnie só pediria para se despedir sem sentir dor. "Não quero morrer com dor. Aos 30 anos, sofri uma paralisia que foi uma barbaridade. Os nervos inflamaram. Dizem que você aprende com a dor. Mas precisa sofrer para aprender as coisas? Não. Na escola, o professor não o agride. Ele o ensina", argumenta.