No carnaval deste ano, a Acadêmicos de Niterói atravessou a Marquês de Sapucaí com um enredo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas acabou rebaixada para a Série Ouro. Essa não foi a primeira vez que temas políticos aparecem na avenida. O próprio PT no passado já tentou barrar um desfile.
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Há 20 anos, em 2006, a Leandro de Itaquera, que desfila no carnaval de São Paulo, levou para o sambódromo do Anhembi o enredo A Nova Passarágua do samba orgulhosamente apresenta Festas e tradições paulistas sobre as águas de um Novo Tietê, que relacionava o rio Tietê com festas do estado de São Paulo, desde tradições culturais do interior até à Parada LGBTQIAPN+, chamada de Parada Gay na época.
Entretanto, o último carro alegórico da escola fez uma alusão ao PSDB, partido ao qual Seu Leandro, fundador e presidente da escola de samba, era filiado.
A alegoria seria justamente para representar a então Parada Gay e tinha gogo boys e a drag queen Salete Campari, mas também tinha um tucano e A alegoria tinha um tucano e figuras de Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra.
Na época, o ex-vereador Arselino Tatto (PT) entrou com uma ação para impedir o desfile do carro com esculturas de político, mas a liminar foi negada.
A justificativa da Leandro de Itaquera para a presença dos políticos seria porque o governo paulista do PSDB teria feito o rebaixamento da calha do Tietê e porque a parada ocorre na cidade de São Paulo, que estava sob a gestão de Serra.
Assim como ocorreu neste ano com a Acadêmicos de Niterói, o desfile da Leandro de Itaquera também aconteceu em ano eleitoral, e a escola da zona leste paulistana também acabou rebaixada.