Obra-prima italiana, ópera 'Don Pasquale' será apresentada em São Paulo

Récitas ocorrem entre 10 e 18 de julho no Theatro São Pedro

8 jul 2026 - 14h14
(atualizado às 15h58)

A ópera "Don Pasquale", obra-prima do compositor italiano Gaetano Donizetti (1797-1848), entrará em cartaz em 10 de julho no Theatro São Pedro, em São Paulo.

Theatro São Pedro receberá apresentação de obra-prima de Donizetti
Theatro São Pedro receberá apresentação de obra-prima de Donizetti
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Com récitas também nos dias 12, 15, 17 e 18 deste mês, a montagem tem direção musical de Ira Levin e direção cênica de Lívia Sabag. Os ingressos custam entre R$ 41 (meia-entrada) e R$ 124 (inteira) e estão disponíveis no site do teatro.

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Escrita no início da década de 1840, quando Donizetti vivia em Paris, "Don Pasquale" foi sua última ópera cômica e um de seus últimos trabalhos.

A obra exalta as raízes italianas do autor e tem a cidade de Roma como pano de fundo. A história gira em torno de uma premissa cômica clássica: um jovem casal apaixonado planeja frustrar os planos de um velho rico, que deseja se casar com a moça. Para atingir seu objetivo, eles contarão com a ajuda de um astuto estrategista, espécie de "falso amigo" do antagonista.

Como se pode imaginar, é o amor jovem que triunfa sobre a hipocrisia da velhice. Resolvido o impasse, todos se reconciliam e vivem felizes para sempre.

"'Don Pasquale', juntamente com 'Elisir d'amore' [também de Donizetti], é a maior ópera cômica italiana do século 19", diz o maestro Levin, acrescentando que é "uma obra musicalmente mais rica que 'Elisir', com o mesmo nível de inspiração lírica, mas tecnicamente mais avançada, especialmente em termos de orquestração, o que a torna bastante desafiadora de executar".

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A ópera a ser apresentada no Theatro São Pedro se insere na fase madura de Donizetti, ao trazer maior profundidade emocional e sofisticação.

Apesar de o libreto de "Don Pasquale" ter sido escrito por Giovanni Ruffini (1807-1881), poeta e patriota genovês que vivia exilado na França, Donizetti fez tantas alterações no texto que Ruffini se recusou a assiná-lo. 

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