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Itália devolve mármore do Partenon à Grécia de forma definitiva

Peça retrata os pés e as dobras do vestido de Ártemis

20 mai 2022 11h34
| atualizado às 11h40
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A região italiana da Sicília vai restituir à Grécia de forma definitiva um fragmento de mármore do Partenon, antigo templo que coroa a Acrópole de Atenas.

Vista do Partenon, na Acrópole de Atenas
Vista do Partenon, na Acrópole de Atenas
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Trata-se de uma placa que retrata um dos pés e as dobras do vestido de uma deusa, provavelmente Ártemis, e que já estava emprestada para a Grécia desde janeiro deste ano.

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Agora, no entanto, o governo da Sicília aprovou o "descomissionamento" da peça, ou seja, o procedimento técnico necessário para sua restituição definitiva a Atenas. Nas últimas semanas, a região já havia obtido o parecer positivo da Advocacia-Geral do Estado e do Ministério da Cultura.

"A restituição à Grécia do fragmento do Partenon que retrata os pés de Ártemis é um passo fundamental de nossa política de diplomacia cultural e sanciona um princípio inequívoco das relações entre Estados: os bens subtraídos do patrimônio de um país devem ser restituídos", disse o ministro italiano da Cultura, Dario Franceschini.

O fragmento em questão fazia parte da coleção do diplomata inglês Robert Fagan (1761-1816), que passou a maior parte de sua carreira em Roma e na Sicília. Esse acervo foi comprado pela Universidade de Palermo em 1820.

Em troca de seu empréstimo no início do ano, a Grécia enviou para a Itália duas peças do Museu da Acrópole: uma estátua acéfala de Atena e uma ânfora geométrica, datadas do fim do século 5 a.C. e da primeira metade do século 8 a.C., respectivamente.

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A aprovação da cessão definitiva, no entanto, pode dar novo impulso ao pleito de Atenas para reaver os mármores do Partenon tirados de seu território durante a dominação otomana, incluindo 15 painéis e 17 esculturas em exibição no Museu Britânico, em Londres.

Tanto o gabinete do premiê Boris Johnson quanto a instituição londrina alegam que as peças foram adquiridas "legalmente" no início do século 19 pelo então conde de Elgin, Thomas Bruce, que era embaixador no Império Otomano, ao qual a Grécia pertencia.

No entanto, em setembro passado, uma comissão intergovernamental da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) instou o Reino Unido a "rever sua posição e abrir um diálogo de boa fé" com o governo grego.

  
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