Isso acontece conosco todos os dias: tentamos acessar um site e, de repente, uma grade de fotos de baixa qualidade exige que identifiquemos todos os semáforos, ônibus ou até mesmo hidrantes. Ao resolvermos esses quebra-cabeças, não estamos apenas provando que não somos robôs: estamos trabalhando para o Google.
Escravos do Google
No início dos anos 2000, os bots estavam destruindo a internet, mas um jovem chamado Luis von Ahn teve uma ideia brilhante para detê-los. Ele criou o CAPTCHA, um sistema que nos obrigava a identificar palavras distorcidas para provar que éramos humanos e, assim, obter acesso ao conteúdo. Esse sistema evoluiu, e o Google comprou a ideia e a transformou em um sistema perfeito para algo que mal percebemos: trabalhar para eles.
Do Google Maps ao Waymo
Desde então, o Google não parou de usar o sistema para dois objetivos interligados. O primeiro, de fato, é nos proteger dos bots. A segunda estratégia, também bem conhecida, mas muito mais lucrativa para a empresa, é nos transformar em rotuladores de informações. Os usuários da internet primeiro reconheceram palavras e se tornaram um gigantesco sistema de OCR que foi aplicado ao Google Maps.
Depois, com as imagens, acabamos contribuindo para uma melhoria significativa nos sistemas de reconhecimento de imagem do Google. Isso serviu, entre outras coisas, para alimentar os sistemas de direção autônoma da Waymo.
Consenso estatístico
Como o Google sabe que, quando escolhemos um hidrante ou um ônibus, estamos respondendo...
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