Um projétil pode ultrapassar Mach 6 sem necessidade de explosivos, sendo impulsionado apenas por eletricidade. Esse tipo de sistema elimina a pólvora tradicional e reduz drasticamente o custo por disparo, mas também exige quantidades de energia comparáveis ao consumo instantâneo de centenas de residências. Por isso, há décadas, várias nações tentam sair na frente com essa tecnologia.
Nos últimos tempos, quando se falava em "trilho" ou "eletromagnético", todas as atenções se voltavam para os testes realizados pelo Japão. Agora, a Marinha dos Estados Unidos voltou a testar um canhão eletromagnético — e isso acontece anos depois de o programa ter sido oficialmente arquivado, em um movimento que reabre uma das apostas tecnológicas mais ambiciosas da última década.
O teste, realizado em White Sands Missile Range, demonstra que o sistema não apenas continua existindo, como também mantém certo grau de operacionalidade. E mais: o retorno não é casual e aponta para uma mudança de prioridades em um contexto em que velocidade e alcance voltam a ser fatores decisivos.
Ficção científica?
A ideia central é clara: os EUA reativaram uma arma que dispara projéteis por meio de energia eletromagnética em velocidades extremas — algo muito parecido com o que encontramos na literatura fantástica e na ficção científica.
Esse tipo de tecnologia, durante anos associado a protótipos futuristas, havia sido abandonado devido às suas dificuldades técnicas. Seja como for, seu reaparecimento indica que ...
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